Segunda, 20 de abril de 2026

STF confirma limite de preços para serviços funerários em São Paulo

STF confirma limite de preços para serviços funerários em São Paulo
Ministro do STF, Flávio Dino. (Foto: Gustavo Moreno/STF).

Nesta sexta-feira (7), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reafirmou a decisão de estabelecer um teto de preços para a cobrança dos serviços funerários no município de São Paulo.

Com a nova decisão, os valores cobrados devem respeitar os preços vigorantes antes da concessão dos cemitérios à iniciativa privada, sendo os reajustes permitidos apenas através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A implementação do teto de preços foi inicialmente determinada em novembro do ano passado. Após reuniões de conciliação e os apelos das partes envolvidas, Dino optou por expandir as regras relacionadas aos serviços funerários.

As novas diretrizes incluem:

  • Ampliar o acesso à política de gratuidade dos serviços;
  • Divulgação de informações claras sobre pacotes e direitos dos usuários;
  • Promoção de um canal de denúncias acessível;
  • Atualização do número de fiscais e do valor das multas aplicadas às concessionárias.

O ministro destacou que o teto de preços permanecerá em vigor até que as exigências sejam atendidas pela prefeitura de São Paulo e pelas empresas fornecedoras dos serviços.

“Com a correção das falhas identificadas, incluindo o aprimoramento da fiscalização, a garantia de transparência na oferta e comercialização dos serviços, assim como a adequação dos valores das multas e a disponibilização de um canal eficiente para denúncias, a decisão que fixou o teto dos preços poderá ser revista na análise do mérito,” declarou Dino.

A pesquisa realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) revelou que o custo do pacote mais econômico de serviços funerários era de R$ 428,04 antes da concessão aos setores privados. Após a privatização, esse valor aumentou para R$ 1.494,14.

O caso está sendo discutido no STF através de uma ação movida pelo PCdoB, que questiona a delegação da administração de cemitérios e serviços funerários para a iniciativa privada.

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