Durante anos, a crença de que o eleitorado de baixa renda deveria automaticamente alinhar-se à esquerda, em função de sua dependência da assistência estatal, prevaleceu. Contudo, essa visão ignora a complexidade do pensamento político desse segmento populacional.
Os resultados das últimas eleições e as pesquisas recentes de instituições como Quaest, AtlasIntel, Datafolha e CNT/MDA demonstram uma perda significativa de apoio ao governo Lula entre os mais pobres. O levantamento da CNT/MDA revelou que a desaprovação de Lula entre aqueles que recebem até dois salários mínimos aumentou de 19% em maio de 2023 para 35% em fevereiro de 2025.
Estranhamente, nem mesmo o aumento dos gastos públicos e a melhora de alguns indicadores econômicos conseguiram deter essa erosão de apoio. Embora uma parte do eleitorado continue a ver Lula como um defensor dos mais pobres, a estratégia de distribuição de benefícios parece ter perdido sua eficácia eleitoral.























