O Carnaval chegou, e para muitos vendedores ambulantes e food trucks, é um ótimo momento para incrementar as vendas de alimentos e bebidas em diversas festas e bloquinhos. Contudo, garantir a segurança alimentar dos foliões é primordial, e isso passa pela adoção de boas práticas de higiene e manipulação dos alimentos.
De acordo com Ângela Vieira, diretora de Vigilância em Alimentos e Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), “os fatores mais importantes na produção de alimentos são a escolha da matéria-prima e a higiene do local de manipulação e dos equipamentos. É fundamental seguir as boas práticas estabelecidas pela Vigilância Sanitária para evitar contaminação”.
Ela ainda salienta que o uso de ingredientes frescos e um correto armazenamento são fundamentais, especialmente com as altas temperaturas do verão e o longo tempo de exposição dos produtos.
Diretrizes da Vigilância Sanitária
A Vigilância Sanitária Estadual (Visa-MG) estipula várias orientações que devem ser seguidas pelos municípios durante as fiscalizações. Cada cidade possui critérios adaptados à sua realidade local, sempre em conformidade com o Regulamento Técnico das Boas Práticas para Serviços de Alimentação.
As diretrizes podem ser consultadas neste link, bem como as diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.
Atenção, folião!
Os foliões devem se manter hidratados e estar atentos ao que consomem para reduzir o risco de desidratação e intoxicação alimentar.
Gilmar Rodrigues, coordenador do Programa de Vigilância das Doenças Transmissíveis Agudas da SES-MG, reforça que “o maior risco está no consumo de alimentos ou bebidas de origem duvidosa. Antes de comprar, verifique as condições de higiene da barraca e a aparência dos produtos”.
Riscos de doenças
As Doenças Diarreicas Agudas (DDA), que podem durar até 14 dias, e as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) apresentam sintomas que vão de diarreia intensa a problemas mais graves em rins e fígado, podendo até provocar a morte.
De acordo com dados do Sistema Informatizado de Vigilância Epidemiológica de Doenças Diarreicas Agudas (Sivep DDA), em 2023 foram registrados 659.673 casos e 539 óbitos. Já em 2024, o número aumentou para 810.812 casos e 576 óbitos.
Entre 2022 e 2024, foram identificados 752 surtos de DTHA, sendo a maioria ocorrendo em residências, estabelecimentos comerciais e eventos sociais.
Os principais agentes causadores são salmonella spp, escherichia coli e norovírus.
Com Agência Minas
























