O primeiro debate entre os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado no domingo, 18, foi amplamente criticado pelos eleitores que participaram de uma pesquisa qualitativa. Qualificações como “decepcionante”, “triste” e “vergonhoso” foram comumente ouvidas durante a análise do confronto promovido pelo Grupo Bandeirantes e outras emissoras, segundo reportado pelo Defato Online.
Conduzida pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, a pesquisa contou com a participação de 12 eleitores de diferentes perfis: quatro indecisos, quatro apoiadores de Flávio e quatro de Lula. A dinâmica foi realizada em uma “sala de espelho”, onde a equipe de reportagem pôde observar as reações sem ser vista.
E durante o debate, foi utilizado um sistema de cartões coloridos para medir a aprovação: verde para aprovar, amarelo para opiniões neutras e vermelho para reprovar. A maioria dos participantes expressou insatisfação com a qualidade do debate, especialmente no primeiro bloco, onde predominou o bate-boca.
Os participantes, predominantemente, reivindicaram a discussão de pautas mais relevantes e não apenas desavenças pessoais. Um dos eleitores indecisos resumiu: “Não gostei do debate. Poderiam discutir pautas relevantes, mas não quiseram.”
Aos que já tinham um candidato decidido, as opiniões também foram mistas. Enquanto alguns mantiveram apoio a Lula, outros questionaram a capacidade de Flávio de governar, levando à crítica mútua entre os apoiadores de ambos os lados.
Por outro lado, os números mostraram que Lula teve mais avaliações positivas do que Flávio. Aproximadamente 44,79% dos cartões dados a Lula foram verdes, enquanto Flávio recebeu 39,06%. As avaliações vermelhas foram 35,42% para Lula e 46,88% para Flávio. O debate, assim, não conseguiu esclarecer entre os indecisos quem seria a opção viável, mantendo a eleição indefinida.























