Conflitos retornaram a Paris neste domingo (18), um dia após o país vivenciar uma das mais intensas agitações dos últimos anos, com manifestações contra o aumento dos preços que resultaram em um falecimento, milhares de prisões e danos a lojas em todo o território nacional.
No sábado, as manifestações se transformaram em tumultos, culminando em uma prefeitura incendiada e diversas lojas saqueadas, enquanto grupos violentos confrontaram as forças policiais em várias cidades.
Segundo informações do ministro do Interior, um manifestante faleceu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos em Paris. A polícia efetuou mais de 2 mil prisões em todo o país, e mais de 600 policiais ficaram feridos.
O presidente Emmanuel Macron está programado para fazer um pronunciamento à nação no domingo à noite. Os recentes distúrbios refletem uma crescente insatisfação com o governo, em um ano eleitoral que se aproxima.
Dentre os principais eventos, destacam-se:
- Um manifestante morto na agitação em Paris.
- Mais de 500 mil pessoas participaram de marchas em várias cidades no sábado.
- Várias centenas de lojas deterioradas em todo o país.
“Aqui parece uma zona de guerra”, descreveu um turista sobre a situação em Paris.
Como resultado da crise, o governo atribui parte da violência a grupos extremistas e criminosos. Por outro lado, a oposição também critica Macron, demandando sua renúncia.
Esse cenário de descontentamento social originou-se de questões como a economia fraca e o aumento do custo de vida, envolvendo não somente estudantes, mas uma abrange um amplo espectro social.























