Durante uma entrevista à Globo nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, declarou seu apoio à redução da maioridade penal para casos de crimes hediondos.
“Em todo e qualquer crime hediondo eu sou a favor de reduzir a maioridade penal”, afirmou Lula, destacando que a proposta surge em um momento em que o líder do PT no Senado, Camilo Santana, apresentou a ideia de baixar a maioridade penal para 16 anos durante a discussão da PEC da Segurança, uma das bandeiras de sua gestão.
Lula mencionou que o problema da proposta em debate é que a PEC não estava originalmente discutindo a redução da maioridade penal. “O PL queria reduzir para 14, o Camilo apresentou para reduzir para 16. Eu acho que a sociabilidade brasileira inteira é a favor da redução para qualquer crime hediondo”, disse ele.
Além disso, Lula criticou a análise do governo de Donald Trump sobre o PCC e CV, classificando esses grupos como terroristas e descrevendo a decisão dos EUA como equivocada. “É um ponto que os Estados Unidos não entendem. Eles falam em terrorismo como se fossem aqueles que atentaram contra as duas torres americanas. Não é o caso do Brasil, onde essas facções só querem dinheiro”, declarou.
Questionado sobre a demora em criticar severamente o Supremo Tribunal Federal (STF) após as revelações do caso Master, o presidente reiterou a necessidade de uma reforma do Judiciário, contrapondo-se à abordagem do bolsonarismo. “Obviamente que a extrema direita joga a Suprema Corte nas minhas costas, porque eles querem caçar o Moraes (Alexandre), não por conta do Banco Master, mas porque ele prendeu o pai de Flávio Bolsonaro”, afirmou Lula.
O presidente também foi questionado sobre a sua confiança no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após ele ter se envolvido em uma degustação de uísque paga por um ex-banqueiro em Londres, e afirmou que a explicação dada a ele não o convenceu.
Sobre a economia, Lula se esquivou de prometer cortes de gastos e reafirmou a necessidade de garantir que o dinheiro circule nas mãos dos mais pobres, prometendo ainda manter a valorização do salário mínimo.























