Segundo dados da Receita Federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve encerrar seu mandato com um recorde histórico na dívida pública nominal, atingindo cerca de R$ 8,5 trilhões em outubro de 2025. Isso representa 78,3% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil.
Os cálculos do Banco Central ainda indicam que a dívida do setor público consolidado chegou a R$ 9,75 trilhões, evidenciando um endividamento crescente decorrente da manutenção da taxa Selic em patamares elevados e as dificuldades do governo em equilibrar as contas públicas.
A equipe econômica do governo já previu o colapso das contas públicas até 2027, levando à aprovação de novas regras para a gestão fiscal, substituindo o teto de gastos.
No entanto, as medidas têm sido flexibilizadas, desconsiderando parte das despesas nas metas de resultado primário, o que contribui para o aumento da dívida.
Além de despesas obrigatórias em saúde e educação, o reajuste do salário mínimo acima da inflação e o aumento nos gastos sociais e com a Previdência têm pressionado ainda mais as finanças do governo.
O Instituto Fiscal Independente (IFI) alerta que as medidas adotadas até o momento são insuficientes para conter o crescimento das despesas, dificultando o cumprimento das metas fiscais.
Em contrapartida, o Ministério da Fazenda atribui o aumento da dívida a fatores como os precatórios herdados da gestão anterior, compensações estaduais pela redução do ICMS e gastos com desastres naturais, como as enchentes no Rio Grande do Sul.
A ministra de Relações Institucionais, Gleise Hoffmann, ressaltou que a taxa básica de juros de 15% ao ano é um dos principais fatores que impactam a dívida pública, afastando a responsabilidade das despesas do governo. Ela destaca que esses juros altos encarecem o crédito e limitam o crescimento econômico.
“Esses juros estratosféricos tornam o crédito mais caro e comprometem serviços públicos e programas sociais, além de investimentos para o desenvolvimento do país.” – Gleise Hoffmann























