No dia 25 de agosto, o Governo Federal publicou uma medida provisória (MP) que proíbe a exploração de apostas de quota fixa em todo o país. Essa ação, seja por razões eleitorais ou não, visa combater uma prática que começou como um simples entretenimento mas se tornou um problema social sério, afetando muitos brasileiros e envolvendo, em parte, os clubes de futebol do país.
Contudo, como já é comum, os clubes lavaram suas mãos diante dessa questão. Ignorando a função social que dizem ter, enriqueceram à custa do sofrimento de milhares de brasileiros viciados em apostas esportivas. Agora, com a proibição, clubes de todas as regiões do Brasil buscam desesperadamente soluções, evidenciando a falta de capacidade de gerência que tiveram com os lucros fáceis dos últimos anos.
Em meio a esse cenário, o Governo de Minas Gerais decidiu oferecer um auxílio de R$ 32 milhões dividido entre Cruzeiro, Atlético e América, sendo que os dois primeiros são comandados por empresários bilionários. O mesmo governo que recusa a valorização dos salários do funcionalismo público em setores essenciais como Educação e Saúde está injetando esse dinheiro em clubes, que na realidade, não faz diferença em seus elevados orçamentos. O que representam R$ 15 milhões no contexto do futebol brasileiro? Quase nada!
Esse valor poderia, no entanto, fazer uma diferença significativa para aqueles que perderam suas rendas por causa de uma atividade que parecia inofensiva. Para o povo, esse auxílio é um golpe, uma clara demonstração de que o futebol continua a ter destaque em um contexto que não lhe diz respeito.
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Sobre o colunista: Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes.
























