No cenário atual, é comum ouvir que o judiciário brasileiro se encontra cega, surda e nua. Contudo, essa visão não é uma unanimidade. No interior, os tribunais demonstram certa eficiência, mesmo com as limitações do sistema. O autor menciona suas experiências com a juíza do fórum Desembargador Drumond, que evitou conceder entrevistas, mostrando que certos membros da Justiça se valem das prerrogativas de não se comunicar com a imprensa.
Ao contrário, os juízes em Brasília se revelam sedentos por atenção, buscando o holofote e expondo suas opiniões de maneira frequentemente inadequada. O autor critica essa ostentação em contraste com o verdadeiro papel da Justiça.
Um dos pontos mais polêmicos se dá no Supremo Tribunal Federal (STF), onde a rigidez de suas regras e a complexidade do linguajar utilizado afastam aqueles que não fazem parte da elite jurídica. Em uma sessão recente, marcada por tumulto e falta de decoro, os membros da corte, com descontentamento evidente, entraram em discussões acaloradas. A cena apresentada foi comparada a uma briga de crianças, o que leva a reflexões sobre a credibilidade da Justiça.
O autor conclui que, para restaurar a confiança na Justiça, seria necessário que os envolvidos em escândalos de corrupção deixassem seus cargos. Isso levantaria questões sobre a eficácia do tribunal e a real possibilidade de um novo começo.
Assim, enfatiza a precariedade moral e ética em que a Justiça brasileira se encontra hoje, traçando um paralelo com a falta de discernimento e sensibilidade dos membros do judiciário que, em vez de servir ao povo, parecem ser mais preocupados com seus próprios interesses.
Nos tempos atuais, com a situação crítica na Praça dos Três Poderes, o apelo por mudanças é urgente, clamando por juízes que realmente atuem em favor da nação.
























