Após a eliminação do Cruzeiro para o Atlético na Copa do Brasil, a reação do time à expulsão de Villalba gerou questionamentos a Artur Jorge. O lateral foi expulso com o segundo cartão amarelo aos 15 minutos do segundo tempo, enquanto a Raposa estava à frente no placar por 1 a 0. Com um jogador a menos, o treinador decidiu retirar Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge, procurando proteger o resultado.
A estratégia, porém, não teve sucesso, e o Atlético aproveitou a vantagem numérica para virar o jogo e vencer por 2 a 1. As escolhas de Artur Jorge foram debatidas até antes da expulsão, considerando que Villalba já havia recebido um cartão amarelo anterior, mas o treinador optou por mantê-lo em campo, mesmo com a cautela de que outros jogadores, como Kaio Jorge e Otávio, também estavam pendurados.
“A equipe precisava saber administrar os cartões em campo”, destacou Jorge.
Com a expulsão, o Cruzeiro teve que se reestruturar. Gerson pediu para sair devido a desconforto, sendo substituído por Matheus Henrique, enquanto Kaique Kenji assumiu papel defensivo e de velocidade pelo lado esquerdo.
Além disso, Matheus Pereira e Kaio Jorge foram substituídos, com Rojas e Néiser Villarreal entrando para dar mais fôlego ao time, buscando aproveitar os contra-ataques.
Mudanças não evitaram a virada do Atlético
Ainda que a estrutura da equipe fosse modificada, o Atlético, agora em vantagem, intensificou a pressão na defesa cruzeirense. Aos 32 minutos, Fred assistiu Victor Hugo, que empatou a partida. No final, Fred apareceu novamente para marcar o gol da virada.
Artur Jorge se manifestou, contrariando a ideia de que a eliminação se deve a uma única decisão ou à expulsão de Villalba. Ele acredita que a análise do jogo não pode ser reduzida a um único lance e reafirmou a responsabilidade pelas decisões que tomou durante a partida.
“Ninguém ganha os jogos de um lado isolado; é uma questão coletiva”, afirmou o técnico.
O treinador finalizou dizendo que a equipe deve aprender a lidar com a pressão durante os jogos, mantendo confiança em seu modelo de trabalho, apesar das dificuldades enfrentadas.























