O mercado varejista brasileiro está em ebulição após o anúncio da recuperação judicial da Casas Bahia, ocorrido na última segunda-feira, dia 17. Segundo o levantamento do Monitor RGF-BIZDOC, até o fim do primeiro semestre de 2026, o cenário revela que 986 empresas do setor encontram-se neste processo, representando um alarmante aumento de 20,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, resultando em um crescimento de 6,6% nos primeiros seis meses deste ano.
Embora essa situação possa ser vista como uma deterioração acelerada da saúde financeira do comércio, os dados apontam uma realidade mais complexa. O varejo apresenta o menor índice de recuperações judiciais entre os grandes setores econômicos, com taxa de 0,16 casos por mil empresas, inferior à média nacional de 0,30.
A análise ainda indica que o crescimento de 20,4% em 12 meses está quase em linha com a média nacional de 21,2%. Sinais de desaceleração começam a ser percebidos, uma vez que as entradas líquidas de recuperações judiciais caíram de 57 empresas no quarto trimestre de 2025 para apenas 17 entre abril e junho de 2026.
A continuidade dessa tendência pode sugerir que a crise está se amainando. Contudo, os altos índices de falências indicam que muitas empresas optam por encerrar suas atividades ao invés de buscar uma reorganização judicial.
























