Terça, 21 de julho de 2026

Dólar fecha em R$ 5,08 com ações em queda na bolsa por quarta vez

A recente queda do dólar e as consequências na bolsa de valores mostram um mercado ainda cauteloso frente às tensões globais e econômicas.

Dólar fecha em R$ 5,08 com ações em queda na bolsa por quarta vez
© Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar voltou a cair, encerrando o dia cotado abaixo de R$ 5,09, beneficiado pelos juros elevados e pela valorização do petróleo. A bolsa de valores registrou a quarta queda consecutiva, impactada pelas perdas de mineradoras.

No início do pregão, o mercado havia reagido a sinais de redução das tensões no Oriente Médio, mas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, mantiveram a cautela entre os investidores.

Principais Números:

  • Dólar à vista: -0,42%, a R$ 5,089;
  • Ibovespa: -0,20%, aos 173.371,35 pontos;
  • Petróleo Brent: +1,27%, a US$ 89,22 o barril;
  • Petróleo WTI: +0,85%, a US$ 82,48 o barril.

Câmbio

O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda apresenta uma queda de 1,42% em relação ao real e, em 2023, a desvalorização chega a 7,28%.

O movimento seguiu a desvalorização da moeda americana em relação a divisas de países emergentes, mesmo com a alta do dólar frente a moedas de economias desenvolvidas. O dólar chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a busca por ativos mais seguros.

Além disso, a diferença elevada de juros entre o Brasil e os EUA favoreceu operações de carry trade, onde investidores captam recursos em países de juros baixos para investir em mercados com taxas mais altas. A valorização do petróleo também ajudou, melhorando a perspectiva de entrada de dólares no Brasil através das exportações.

Bolsa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando a quarta sessão seguida de perdas.

Pela manhã, o índice havia superado os 174 mil pontos devido à expectativa de negociação entre EUA e Irã, mas perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer seu discurso contra Teerã.

A alta das ações da Petrobras, impulsionada pela valorização do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda das ações de mineradoras.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações durante o dia, refletindo incertezas sobre o conflito no Oriente Médio. O Brent, referência para a Petrobras, teve um avanço de 1,27%, para US$ 89,22 o barril, enquanto o barril WTI subiu 0,85%, encerrando a sessão a US$ 82,48.

Os preços perderam parte dos ganhos após o Irã confirmar que recebeu propostas de mediação, mas os preços voltaram a subir a partir de novas ameaças de Trump a ações contra os militares americanos. Permanecem as preocupações sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e ameaças de bloqueio de rotas no Mar Vermelho, afetando a oferta global de petróleo.

*Com informações da Reuters

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