Segunda, 14 de setembro de 2026

Dólar se aproxima de R$ 5,10 em meio a tensão global e tarifaço

A ascensão do dólar e as incertezas do setor financeiro marcaram a quinta-feira (16), com o mercado reagindo às tarifas americanas e aos dados econômicos dos EUA.

Dólar se aproxima de R$ 5,10 em meio a tensão global e tarifaço
© Valter Campanato/Agência Brasil

Os mercados financeiros encerraram a quinta-feira (16) com cautela. O dólar voltou a registrar alta, fechando próximo de R$ 5,10, reflexo do fortalecimento da moeda americana no exterior e das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras.

A bolsa brasileira também seguiu a tendência de aversão ao risco, apresentando uma queda de mais de 1%, enquanto os preços do petróleo terminaram em baixa, mesmo diante da escalada das tensões no Oriente Médio.

Principais números do mercado nesta quinta-feira (16)

  • Dólar: R$ 5,098 (+0,40%);
  • Bolsa: 173.825,27 pontos (-1,24%);
  • Petróleo tipo Brent: US$ 84,23 (-0,85%);
  • Petróleo WTI: US$ 78,95 (-0,82%).

Valorização do Dólar

A valorização da moeda americana é impulsionada pelo cenário externo. O dólar comercial fechou esta quinta-feira vendido a R$ 5,098, com alta de R$ 0,021 (+0,4%).

Durante o dia, a moeda atingiu a máxima de R$ 5,11, mas apresentou desaceleração nas horas finais de negociação. Apesar do aumento, a divisa acumula uma queda de 7,12% em 2026.

Dados da economia dos EUA indicam um mercado de trabalho resiliente e consumo aquecido, o que fortalece a expectativa de manutenção da taxa de juros elevada e beneficia a moeda americana em comparação às divisas dos países emergentes.

Os pedidos semanais de auxílio-desemprego totalizaram 208 mil, abaixo das expectativas de 217 mil, enquanto as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, como previsto.

No mercado doméstico, a confirmação da tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos EUA aumentou a cautela em relação aos impactos econômicos e ao fluxo cambial.

Desempenho da Bolsa

O índice Ibovespa da B3 fechou aos 173.825,27 pontos, com uma queda de 1,24%, seguindo o movimento negativo observado em Wall Street. Acumula uma perda de 2,27% na semana, mas registra um aumento de 7,88% no ano.

As ações de maior peso no índice, como as da Petrobras, também recuaram, alinhando-se à desvalorização do petróleo. Mineradoras apresentaram queda devido à desvalorização do minério de ferro.

Preços do Petróleo

Apesar do aumento das tensões no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo fecharam o dia com queda, após momentos de forte volatilidade. O petróleo tipo Brent encerrou a R$ 84,23 (-0,85%), enquanto o barril WTI ficou a 78,95 (-0,82%).

O mercado ainda monitora as ameaças dos houthis no Iémen contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita, que podem afetar rotas estratégicas de transporte global.

Em suma, embora o recuo tenha sido registrado, os investidores continuam atentos ao risco de interrupções na oferta de petróleo, o que mantém a tensão geopolítica embutida nos preços da commodity.

*Com informações da Reuters.

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