Com uma imensa urna abraçando a Avenida Paulista e muitos leques coloridos, a 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorreu neste domingo (7). Com o tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, o evento propôs um diálogo sobre a importância do voto e a participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.
O evento começou em 1996 na Praça Roosevelt e, no ano seguinte, passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou como um importante espaço de discussão sobre direitos LGBT+. Temas como a união estável, identidade de gênero e a criminalização da LGBTfobia foram tratados ao longo dos anos.
Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), ressaltou a importância dessas questões na avenida: “Todos os direitos que hoje temos da população LGBT+ passaram aqui pela Avenida Paulista”. Ele destacou que, apesar das conquistas, ainda há muito a ser feito, pedindo compromisso do Legislativo para assegurar direitos na letra da lei.
A Parada deste ano enfrentou uma redução de recursos, com uma diminuição de 60% na receita proveniente de patrocínios, resultando em 14 trios elétricos desfilando, em vez dos 19 do ano anterior. O evento contou com a presença de artistas como Pabllo Vittar e Gloria Groove, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, que enfatizou a importância de garantir os direitos da população LGBT+ através de políticas públicas eficazes.
A festa, que começou às 10h, é um momento crucial para conscientizar a população, especialmente as pessoas LGBT+, sobre a importância do voto e de escolher representantes que defendam seus direitos.
























