Domingo, 07 de junho de 2026

Caminhada em São Paulo destaca luta de mulheres lésbicas e bissexuais

Caminhada em São Paulo destaca luta de mulheres lésbicas e bissexuais
© Letícia Treitero/Agência Brasil

No último sábado (6), diversas organizações e coletivos se uniram na 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, realizada em São Paulo, com o objetivo de reforçar as reivindicações sobre as violências concretas e simbólicas que afetam este público, destacando a necessidade de um olhar mais atento para essas questões dentro da comunidade LGBTQIA+.

A articulação contou com a participação de grupos como a Coletiva da Visibilidade Lésbica SP e a Rede LésBi Brasil, entre outros. Este ano, o protesto comemorou o aniversário de uma década do assassinato da jovem negra Luana Barbosa dos Reis, que foi vítima da violência policial aos 34 anos. Luana, lésbica, negra e periférica, teve sua vida interrompida de forma brutal após ser abordada por agentes de segurança em Ribeirão Preto, onde se recusou a uma revista, conforme o direito de escolha previsto na lei.

“Precisamos de justiça. Dez anos se passaram sem respostas”, lamentou a irmã de Luana, Roseli dos Reis, durante a marcha.

O evento também destacou o papel da >ultradireita brasileira< em intensificar as perseguições contra mulheres que não se enquadram nos moldes da sociedade heteronormativa. A lista de agressões contra mulheres bissexuais e lésbicas é alarmante, refletindo no LesboCenso a realidade de discriminação em espaços públicos e violência de gênero.

A fotógrafa e modelo Helena Silva, que se define como pansexual, trouxe à tona as dificuldades enfrentadas por aqueles que não se encaixam nas categorias tradicionais de sexualidade. Ela relatou vivenciar situações de invisibilidade e o impacto disso em sua vida pessoal, especialmente dentro da dinâmica familiar.

Além de discutir questões relacionadas à saúde e atendimento médico, as participantes expressaram a necessidade de maior acolhimento e respeito dentro de suas comunidades. O evento foi um marco não apenas para a visibilidade das mulheres lésbicas e bissexuais, mas também para a luta por respeito e direitos iguais, fundamentais para todos.

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