A União Europeia (UE) oficializou a proibição da importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil, com início da vigência em 3 de setembro.
A decisão, divulgada em agosto e que ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo Mercosul-UE, foi confirmada no Diário Oficial da UE em 5 de agosto.
Conforme a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou comprovações de que os produtores atendem às exigências sanitárias da UE, especialmente no que tange ao uso seguro de medicamentos antimicrobianos em animais.
Embora o governo brasileiro tenha banido alguns antimicrobianos em abril, a UE considera que ainda faltam garantias. O uso de tais medicamentos é parte da política de segurança alimentar da UE, conhecida como One Health.
A UE é um dos principais mercados para as proteínas animais do Brasil, especialmente a carne bovina, um produto de grande valor nas exportações brasileiras.
Entretanto, a decisão da UE não implica que a carne brasileira seja contaminada. O foco é na conformidade regulatória relacionada à rastreabilidade da saúde dos animais e à certificação documental dos produtos.
Para reverter essa situação, o Brasil deverá demonstrar o cumprimento total das normas europeias, podendo implementar ainda mais restrições legais e aprimorar a rastreabilidade, o que pode elevar os custos para produtos e frigoríficos.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil possui um dos melhores sistemas de inspeção no mundo e atende aos rigorosos padrões sanitários exigidos em mais de 170 países.
























