Sexta, 05 de junho de 2026

Empresário brasileiro está muito atrasado no jogo global, alerta escola de negócios

A Prudem levou 25 empresários mineiros para uma expedição na China, com visita a mais de dez empresas – Foto: Divulgação

Enquanto empresas brasileiras ainda crescem usando modelos de gestão da década passada, a China já opera em outro patamar — com inteligência artificial aplicada à rotina, automação industrial em escala, estruturas enxutas e velocidade de execução que tornaram o país a segunda maior economia do mundo. O problema, segundo a Prudem Escola de Negócios, é que a maioria dos empresários brasileiros ainda não percebeu o tamanho dessa transformação em curso.

Para apresentar o que aprendeu em campo, a escola de negócios conduzirá o Seminário Modelo Empresarial Chinês em duas datas, com vagas limitadas a 50 empresários por cidade. Na próxima quarta, dia 10, acontecerá em João Monlevade. E, na quinta, dia 11, será realizado em Ipatinga.

O conteúdo do seminário é resultado direto da Expedição China Prudem, uma imersão internacional de 12 dias à China, em abril de 2026, na qual 25 empresários mineiros visitaram empresas como JD.com, Xiaomi, Alibaba e NIO, entre outras, além do TusPark  — o maior parque de inovação universitário do mundo, vinculado à Universidade de Tsinghua, em Pequim. As inscrições para o Seminário podem ser feitas pelo site prudem.com.br/seminariochina.

O novo cenário competitivo brasileiro

O contexto do seminário coincide com mudanças aceleradas no mercado nacional. A recente derrubada da chamada Taxa das Blusinhas pelo governo federal expôs a vulnerabilidade do varejo brasileiro frente à indústria chinesa, que opera com custos significativamente menores, automação avançada e velocidade de entrega impossível para a maioria dos concorrentes nacionais.

Segundo pesquisa do Itaú Empresas (2024) com 1.001 líderes de pequenas e médias empresas brasileiras, 98% dos donos tomam decisões estratégicas sozinhos e 96% executam tarefas operacionais em até quatro áreas diferentes da empresa — sinal de que o empresariado brasileiro ainda opera com estruturas que não comportam a escala da nova economia.

“O empresário brasileiro que ainda acha que compete apenas com o concorrente da própria cidade está ficando para trás. A nova concorrência é global, tecnológica e operacional. Quem enxergar isso antes, sai na frente”, afirma João Paulo Cardoso, fundador e CEO da Prudem.

Sobre o palestrante

João Paulo Cardoso é empresário, estrategista de negócios e fundador da Prudem Escola de Negócios. Há 15 anos no mercado de educação empresarial, é mentor direto de mais de 120 empresas que juntas movimentam cerca de R$ 800 milhões por ano. Sua atuação combina inovação, performance e execução aplicada ao mercado brasileiro, com foco em gestão, vendas e crescimento estruturado de pequenas e médias empresas.

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