Quarta, 03 de junho de 2026

Hospital Metropolitano amplia protagonismo em procedimentos cardíacos minimamente invasivos no Vale do Aço

Equipe de profissionais do Hospital Metropolitano Vale do Aço – Foto: Divulgação

A medicina no Vale do Aço segue avançando de forma consistente, impulsionada por inovação, tecnologia e qualificação profissional. O Hospital Metropolitano, referência para os beneficiários da Unimed Vale do Aço, vem se consolidando como destaque regional na realização de intervenções cardíacas estruturais, uma das áreas mais modernas da cardiologia intervencionista mundial, que permite tratar condições complexas do coração sem a necessidade de cirurgias abertas.

Essa trajetória de evolução teve início em 2009, com a implantação do serviço de hemodinâmica ainda nas antigas instalações do hospital. Desde então, o crescimento tem sido contínuo. Inicialmente voltado ao tratamento de infartos e doenças coronárias, o serviço expandiu sua atuação e hoje se destaca na correção de alterações estruturais do coração, como defeitos em válvulas e nas paredes cardíacas.

Por meio de técnicas minimamente invasivas, realizadas com pequenos acessos, geralmente pela região da virilha, é possível alcançar o coração navegando pelas artérias, o que proporciona recuperação mais rápida, menor risco cirúrgico e melhores desfechos, especialmente em pacientes idosos ou com maior gravidade clínica.

Esse avanço foi evidenciado na última semana, quando, em apenas dois dias, a equipe realizou três procedimentos de alta complexidade, reforçando a capacidade técnica e o nível de excelência do hospital.

Correção de defeitos congênitos

Foram realizados dois procedimentos de fechamento de Forame Oval Patente (FOP), uma comunicação que deveria se fechar após o nascimento. Um dos casos apresentava maior complexidade, associado também a uma Comunicação Interatrial (CIA). Ambos foram tratados com sucesso por meio do implante de próteses específicas, sem necessidade de cirurgia aberta.

Troca de válvula sem corte (TAVI)

Outro destaque foi o implante de válvula aórtica por cateter (TAVI), procedimento já reconhecido pela sua complexidade, que, neste caso, envolvia uma anatomia ainda mais desafiadora: a válvula bicúspide. Diferente da anatomia habitual, com três cúspides, essa condição apresenta apenas duas, tornando o procedimento mais delicado. Ainda assim, a equipe obteve êxito, restabelecendo o funcionamento adequado do coração do paciente.

Para Pedro Paulo Neves de Castro, médico cooperado e cardiologista da Unimed Vale do Aço, os resultados refletem a maturidade e a integração da equipe. “Estamos falando de procedimentos altamente especializados, que exigem preparo técnico, tecnologia adequada e, principalmente, um trabalho multidisciplinar muito bem alinhado. Ver esses casos sendo conduzidos com sucesso reforça que estamos no caminho certo, oferecendo aos pacientes da região um cuidado cada vez mais resolutivo e seguro”, destaca.

Com esses avanços, o Hospital Metropolitano reafirma seu compromisso com a evolução contínua da assistência, trazendo para o Vale do Aço o que há de mais moderno na medicina, com foco em qualidade, segurança e inovação.

Participaram dos procedimentos a equipe de cardiologia intervencionista do hospital, composta pelos médicos Pedro Paulo Neves de Castro, Marco Antônio Nazaré Castro e  Guilherme Abreu Nascimento, além dos novos integrantes, Otávio Sales e Bernardo Abreu Nascimento. A ecocardiografia foi conduzida por Daniel Alváres, a anestesia por Paulo Roberto Viana; o suporte assistencial pelo enfermeiro Isaac Balbino. A ação contou ainda com o apoio da diretoria técnica do hospital, representada por José Geraldo Braga Mercante.

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