Nesta quinta-feira (21), a Casa Ambiental de Timóteo recebeu representantes do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Corpo de Bombeiros, das Defesas Civis de Timóteo, Jaguaraçu e Marliéria, de empresas, associações de moradores e organizações da sociedade civil para a primeira reunião de 2026 do Plano Integrado de Prevenção, Controle e Combate a Incêndios Florestais. O encontro marcou o início das ações coordenadas para enfrentar o período seco e trouxe uma novidade: além do entorno do Parque Estadual do Rio Doce (Perd), os trabalhos passarão a dispensar uma atenção maior para toda a cidade, com foco especial nas áreas como o Pico do Ana Moura, bairros próximos e a região do Cachoeira do Vale.
Timóteo, inserida no Vale do Aço, é cercada por áreas de mata e tem mais de 35% de seu território dentro do Perd e cerca de 60% de área verde. Essa característica torna o município altamente vulnerável. Vale destacar que Timóteo vivenciou em 2007 uma sequência de incêndios em diversos pontos e foram registrados mais de mil hectares queimados. Esses incêndios não apenas destroem a fauna e flora, mas também fragilizam o solo, provocando descarrilhamento das encostas e, consequentemente, aumentando o risco de enchentes nos períodos chuvosos.
O secretário de Segurança e Ordem Pública, capitão Joel Mafra, lembrou que “uma área queimada deixa o solo suscetível a problemas com as chuvas, como já vimos em enchentes ocorridas em 2025”.
O vice-prefeito Marcelo Martins destacou a importância da integração. “Somente unindo forças entre governo, empresas e sociedade conseguiremos proteger nossa cidade. O incêndio se propaga numa velocidade gigante e afeta diretamente o meio ambiente e a fauna”.
A analista ambiental do IEF, Lariane Juncker, reforçou o papel da comunidade. “A conservação não se faz sozinha. É essencial envolver empresas e associações para que mais pessoas se tornem monitores dentro do território.”
O tenente Paes, do Corpo de Bombeiros, alertou para práticas perigosas. “A queima de lixo é comum, mas extremamente problemática. Se não houver conhecimento técnico, não faça. O ideal é evitar totalmente esse tipo de prática”.
Prevenção e conscientização
Entre as medidas discutidas estavam:
– Aceiros: faixas de proteção que impedem a propagação do fogo, mantidas em parceria com empresas como a Aperam e proprietários de grandes áreas.
– Campanhas educativas: como o Alerta Verde, voltadas para comunidades próximas ao parque e também para bairros como Ana Moura e Cachoeira do Vale.
– Brigadas voluntárias: treinamentos contínuos em centros de educação ambiental para capacitar moradores no combate inicial aos focos de incêndio.
– Monitoramento constante: integração entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e IEF para resposta rápida a focos de calor.
Semana do Meio Ambiente
O subsecretário de Meio Ambiente, José Robson, lembrou que a reunião antecede a Semana do Meio Ambiente, que acontece de 1º a 5 de junho, tendo o dia 5 como Dia Mundial do Meio Ambiente. “A prevenção é sempre melhor que a correção. E a educação ambiental é essencial para que a população compreenda seu papel na preservação”, destacou.
O que a população deve evitar
– Nunca realizar queimadas para limpeza de lotes ou descarte de lixo.
– Evitar qualquer tipo de fogo próximo às áreas de mata, especialmente nas regiões críticas como Alphaville, Ana Moura e Cachoeira do Vale.
– Manter aceiros em boas condições e solicitar orientação da Defesa Civil para sua construção.
– Denunciar práticas criminosas de incêndio.
Telefones úteis
– 193 – Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
– 156 – Defesa Civil
– 3847-4783 – Defesa Civil de Timóteo
– 190 – Polícia Militar
O encontro reforçou que prevenção é sempre melhor que correção. A união entre poder público, empresas e moradores é a chave para reduzir os impactos dos incêndios florestais e proteger o patrimônio ambiental de Timóteo e do Parque Estadual do Rio Doce, ampliando agora a atenção para toda a cidade.
























