O vereador Luiz Carlos de Souza (Podemos) se manifestou à imprensa após a reunião da Câmara Municipal de Itabira, que decidiu pela abertura de uma comissão processante contra ele. O parlamentar expressou tranquilidade em face das acusações, classificando o procedimento como uma perseguição política.
A denúncia contra Luiz Carlos recebeu 13 votos a favor e 3 contra durante a sessão ordinária, e investiga supostas infrações político-administrativas relacionadas a abordagens feitas por ele em unidades de saúde e outros serviços públicos. “Eu fiz o que é certo, é o papel do vereador, coisa que nunca foi feita em Itabira”, declarou Luiz Carlos, que planeja continuar suas fiscalizações por meio de vídeos.
O vereador também expôs que acredita estar sofrendo retaliações devido às suas denúncias e criticou a decisão da Câmara. “Eu não acredito na justiça da Câmara, mas sim na justiça de Deus, do Ministério Público e no Tribunal de Contas”, afirmou. O parlamentar, perguntado se a abertura da comissão o surpreendeu, disse que já esperava tais ações e reafirmou a ideia de que as medidas são motivadas por perseguição política.
Após a aprovação da denúncia, a Câmara sorteou os membros da Comissão Processante, presidida por Rodrigo Alexandre Assis Silva “Diguerê” (MDB). O relator será Reinaldo Soares de Lacerda (PSB), e o vogal será Cidinei Camilo Rabelo “Didi do Caldo de Cana” (PL). O rito do processo seguirá as instruções previstas no Decreto-Lei 201/1967, com um prazo de até 90 dias para que a comissão ouça testemunhas e analise documentos.
























