Em uma crise financeira sem precedentes, os Correios contrataram a consultoria Mckinsey para desenvolver um plano de reestruturação da estatal por um valor de R$ 57 milhões, conforme contrato assinado em 28 de abril.
A Mckinsey já havia sido contratada anteriormente para estruturar um empréstimo internacional junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), mas essa operação não avançou.
Embora o conteúdo do contrato seja sigiloso, especialistas afirmam que ele contempla a possibilidade de transformar a empresa em uma sociedade de economia mista, mesclando capital público e privado enquanto mantém o controle sobre a gestão pelo governo. Essa possibilidade é parte da última fase do plano de reestruturação, focada em garantir a viabilidade a longo prazo da instituição.
Os Correios confirmaram a contratação da consultoria, que se destina à elaboração e apoio na implementação da “Fase 3” do plano de reestruturação, visando reposicionar a empresa no mercado. As atividades incluem diagnósticos organizacionais, definição de diretrizes estratégicas e propostas de medidas que aumentem a eficiência operacional e a sustentabilidade econômico-financeira da estatal.
A estatal também explicou que a dispensa de licitação se deu pela especialização da contratada em serviços de alta complexidade e natureza estratégica, fundamentada em relatório de auditoria.
Em 2025, os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, acumulando 14 trimestres consecutivos de perdas. Recentemente, fecharam um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com o Tesouro Nacional, e para contornar a crise, adotaram um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que resultou na adesão de aproximadamente 3 mil funcionários, 30% da meta proposta de 10 mil desligamentos, para economizar R$ 1,4 bilhão a partir do ano seguinte.
*FONTE: O GLOBO
























