A última semana foi marcada por emoção, ritmo e fortalecimento de laços na Comunidade Quilombola do Baú, em Antônio Dias. Em uma aula especial do projeto Tambatuques – Oficinas de Tambores e Batuques Mineiros, foi realizada a entrega dos novos uniformes para os alunos, em um encontro que reuniu representantes da Associação Quilombola do Baú, da Criativo Produções, do poder público e da Bemisa. O projeto conta com patrocínio da Bemisa via Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, com apoio da Prefeitura de Antônio Dias e realização da Criativo Produções e Ministério da Cultura do Governo Federal.
Mais do que a entrega de uniformes, o momento simbolizou o fortalecimento do pertencimento e da identidade cultural da comunidade, onde cada batida do tambor ecoa histórias, memórias e a força da ancestralidade. O projeto Tambatuques tem se consolidado como um espaço de troca, aprendizado e valorização das tradições, conectando gerações por meio do ritmo e da expressão cultural.
Ritmo e representatividade
O tambor mineiro, elemento central das oficinas, carrega em sua essência a resistência e a história de um povo. Presente em manifestações culturais de origem afro-brasileira, ele é mais do que um instrumento: é linguagem, é comunicação, é pulsação coletiva. Cada batida traz consigo marcas da ancestralidade, reafirmando identidades e fortalecendo vínculos de pertencimento por meio do ritmo que atravessa o tempo.
Nesse contexto, a Comunidade Quilombola do Baú se destaca como um importante guardião da cultura regional. Sua história, construída a partir da resistência e da preservação de saberes tradicionais, faz do território um espaço vivo de memória e expressão cultural. Iniciativas como o Tambatuques reforçam essa relevância, ao valorizar e dar continuidade às práticas que mantêm viva a essência da comunidade.
Pertencimento
Morador da Comunidade do Baú, Jeanderson Souza ressaltou a importância do projeto para o cotidiano local. “O tambor sempre fez parte da nossa história, da nossa vivência. Com o Tambatuques, a gente vê isso ganhar ainda mais força. É bonito ver crianças, jovens e adultos juntos, sentindo o ritmo e se reconhecendo nessa batida”, comentou.
Representando a Bemisa, patrocinadora do projeto, Renato Coura, Coordenador de Assuntos Institucionais destacou o impacto social da iniciativa. “Acreditamos na força da cultura como agente de transformação. Apoiar o Tambatuques é contribuir para que tradições sejam preservadas e para que comunidades como a do Baú tenham suas histórias valorizadas e projetadas para o futuro”, disse André.
Para o gestor cultural da Criativo Produções, Bruno Minafra, o projeto vai além da formação artística. “O Tambatuques é um encontro com a nossa ancestralidade. Cada batida do tambor é um chamado para reconhecer nossas raízes, fortalecer o pertencimento e valorizar a cultura que pulsa nas comunidades. Ver esse envolvimento no Baú é a certeza de que estamos no caminho certo”, finalizou.
As aulas do projeto acontecem todas as quintas-feiras, às 19h, na sede da Associação Quilombola do Baú, sob a condução do professor Wemerson Geleia. A participação é gratuita e aberta a toda a comunidade, reforçando o convite para que mais pessoas se conectem com essa vivência de ancestralidade, ritmo e pertencimento por meio dos tambores mineiros.

























