Quarta, 22 de abril de 2026

Marco Lage contesta governador sobre paralisação da duplicação das MG-129 e 434

Marco Lage contesta governador sobre paralisação da duplicação das MG-129 e 434
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), fez uma contraposição às afirmações do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), acerca das negociações para a duplicação das rodovias MG-129 e MG-434, que conectam a cidade ao trevo da BR-381. A polêmica teve início no dia 21, após a visita de Simões a Barão de Cocais, onde ele foi questionado pela DeFato sobre a situação das tratativas. O governador mencionou que as discussões estavam suspensas devido a uma mudança de atitude da Prefeitura de Itabira.

Em um vídeo publicado nas redes sociais no dia seguinte, Marco Antônio Lage rejeitou essas alegações e atribuiu a responsabilidade pela estagnação dos projetos ao governo estadual. O prefeito já havia expressado uma opinião semelhante em fevereiro durante uma entrevista à TV DeFato.

De acordo com Lage, ocorreram pelo menos seis reuniões sobre o tema, que contaram com a participação do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do próprio Simões, além de consultas técnicas com a Secretaria de Infraestrutura do Estado. Ele ressaltou que a proposta original era para a duplicação das MG-129 e MG-434, mas o Estado teria expandido o projeto para incluir outras rodovias, dificultando o andamento das obras.

O prefeito afirmou também que tanto a Prefeitura de Itabira quanto a Vale comprometeram-se a contribuir financeiramente com um terço do custo da obra, que é estimado em mais de R$ 300 milhões, enquanto a parte do governo estadual permanece incerta.

“Não é verdade, nós não mudamos nada. Quem mudou foi o Governo do Estado, que resolveu ampliar o espectro e ampliar para mais rodovias. Isso é fundamental para o nosso futuro, para toda a região, porque nos aproxima da região metropolitana de Belo Horizonte”, afirma Marco Antônio Lage.

Além disso, Lage abordou a declaração de Simões sobre o papel da mineração no estado, enfatizando que o debate envolve não apenas questões ambientais, mas também direitos trabalhistas e a distribuição de receitas, criticando a Lei Kandir, que isenta impostos sobre exportação de minério.

O prefeito comentou:

“Não se trata apenas de questões ambientais. Precisamos considerar os direitos trabalhistas e os royalties da mineração. O estado de Minas Gerais não estaria devendo tanto, se não fosse a desoneração da lei Kandir.”

Apesar das divergências, Marco Antônio Lage se mostrou disposto a reiniciar o diálogo, convidando Simões a discutir o projeto da duplicação em Itabira.

Memória: A duplicação das MGs 129 e 434 é um pedido antigo da Prefeitura de Itabira, com um convênio estabelecido em 2019 para desenvolver o projeto executivo a um custo de cerca de R$ 3 milhões.

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