Terça, 02 de junho de 2026

Cuba monitora movimentação militar dos EUA em resposta às ameaças de Trump

Cuba monitora movimentação militar dos EUA em resposta às ameaças de Trump
© José R. Cabañas Rodríguez/Arquivo pessoal

Perante as recentes ameaças de Donald Trump sobre a possibilidade de tomar Cuba, o governo cubano está analisando atentamente a movimentação das forças militares dos Estados Unidos na região. O embaixador cubano, José R. Cabañas Rodríguez, afirmou que a invasão da ilha é uma situação para a qual Cuba se preparou historicamente.

“Os que devem avaliar a iminência, ou não, de uma invasão fazem seu trabalho; continuamente estudamos o movimento das forças militares. Sabemos que as guerras hoje podem ser iniciadas a distância”, destacou Cabañas, diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.

“Cuba sempre se preparou para essa possibilidade, e a unidade do povo é a chave para enfrentar qualquer situação adversa”, completou.

O diplomata lembrou que o risco de uma ação militar dos EUA existe desde o triunfo da Revolução, em 1959, e tende a ressurgir em períodos de fragilidade econômica no país.

Invasão Iminente?

O especialista em relações internacionais também mencionou que, em diversos momentos da história, a invasão de Cuba pareceu iminente, como nas invasões da ilha de Granada em 1983 e do Panamá em 1989. “Em 1989, mobilizações significativas de tropas aconteceram nas proximidades de Cuba, levando muitos a acreditarem que uma invasão era iminente”, comentou.

Cabañas observou que, ao contrário de outras épocas, atualmente há uma superexposição de informações que podem servir para amedrontar a população cubana, na tentativa de sembrar medo e desânimo.

Negociações com os EUA

A Casa Branca tem renovado frequentemente suas ameaças de ação militar contra Cuba, especialmente após o endurecimento do bloqueio econômico. Isso resultou em Cuba ficar mais de três meses sem receber petróleo, levando à ocorrência de apagões diários que afetam a população.

Recentemente, um petroleiro russo rompeu o bloqueio dos EUA, trazendo alívio temporário.

Cabañas ressaltou: “Sempre discutimos com os EUA a partir de uma posição de igualdade e respeito, e Cuba nunca aceitou fazer concessões que comprometam sua soberania.”

Cuba denuncia bloqueio na ONU

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, denunciou na ONU o bloqueio energético dos EUA, que tem causado uma crise humanitária na ilha.

O governo cubano está buscando melhorar as relações e considerando que existem movimentos de solidariedade dentro dos EUA.

Recentemente, Díaz-Canel concedeu uma entrevista à NBC News, reafirmando que a defesa da pátria é uma prioridade e que Cuba está pronta para resistir a qualquer invasão.

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