Segunda, 20 de abril de 2026

Sensor de baixo custo para poluição do ar será lançado no Acampamento Terra Livre

Sensor de baixo custo para poluição do ar será lançado no Acampamento Terra Livre
© Paulo Pinto/Agencia Brasil

Na próxima segunda-feira (6), será apresentado um sensor de baixo custo para monitorar a poluição do ar, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.

Segundo o pesquisador do Ipam, Filipe Viegas Arruda, o equipamento ajudará a ampliar o monitoramento da qualidade do ar, alinhando-se com a Política Nacional de Qualidade do Ar (Lei 14.850/2024). “Queremos que essa medição vá além das cidades, alcançando categorias fundiárias como comunidades tradicionais, unidades de conservação e propriedades rurais”, defendeu Arruda.

Um relatório do Ministério do Meio Ambiente informou que existem 570 estações de monitoramento no Brasil, com apenas 12 situadas em Terras Indígenas.

A RedeAr

O primeiro lote, com 60 sensores de tecnologia nacional, será distribuído através da rede Conexão Povos da Floresta, que inclui o Ipam, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A proposta é criar a RedeAr a partir do mês de setembro, para monitorar aspectos como poluição, umidade e temperatura em comunidades tradicionais da Amazônia Legal, integrando também dados de doenças respiratórias, da Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai) e do Telesaúde.

Uma nota técnica do Ipam revelou que em 2024, durante períodos de extremos climáticos, houve 138 dias de poluição do ar nociva à saúde na Região Amazônica. “Muitas vezes, há uma ideia errônea de que as comunidades indígenas respiram ar puro. Isso não é verdade”, alertou Arruda.

Desenvolvimento tecnológico

Atualmente, os principais equipamentos utilizados para monitoramento são importados, o que eleva seu custo e dificulta a assistência técnica. O novo sensor foi projetado especificamente para a Região Amazônica e possui mecanismos de proteção contra insetos e outras particulas que podem afetar seu funcionamento.

Além disso, o sensor mantém os registros locais mesmo sem conexão com a internet, permitindo a integração de dados de diferentes modelos. O objetivo é que, até o final do ano, a RedeAr conte com 200 sensores.

O equipamento será exposto na tenda da Coiab durante a programação do Abril Indígena, que acontece até o dia 11 de abril no Eixo Cultural Ibero-Americano em Brasília.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias