Quinta, 30 de abril de 2026

Governo intensifica fiscalização em 5,3 mil postos após aumento nos combustíveis

Governo intensifica fiscalização em 5,3 mil postos após aumento nos combustíveis
Foto: Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

Uma força-tarefa nacional está em ação para fiscalizar o mercado de combustíveis, tendo vistoriado até agora 5.358 postos e 322 distribuidoras no Brasil. A operação, que teve início em 9 de março, visa combater os aumentos considerados abusivos nos preços, especialmente em um cenário de escalada nos valores devido aos conflitos no Oriente Médio.

A fiscalização é um esforço conjunto que envolve várias esferas do governo, incluindo:

  • Secretarias Nacionais do Consumidor e de Segurança Pública
  • Polícia Federal
  • Polícia Rodoviária Federal
  • Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP)
  • Procons estaduais e municipais

A base da operação é o Código de Defesa do Consumidor, e até o momento mais de 3.500 notificações foram emitidas. Essas irregularidades podem resultar em multas que totalizam até R$ 14 milhões, dependendo da gravidade.

Além das fiscalizações, a ANP já aplicou autos de infração a 85 postos e 19 distribuidoras que não cumpriram as normas estabelecidas, sendo que as multas para os casos mais severos podem alcançar R$ 500 milhões.

Este aumento na rigidez da fiscalização reflete a pressão sobre o preço do diesel e da gasolina, impactando fortemente o orçamento das famílias e o transporte de carga, assim como contribuindo para a inflação. A resposta do governo enfatiza a necessidade de controle sobre repasses excessivos aos consumidores.

Adicionalmente, o governo implementou medidas para mitigar os efeitos da alta, como:

  • Isenção de impostos federais sobre o diesel, incluindo a retirada do PIS e da Cofins
  • Criação de uma subvenção de R$ 0,32 por litro para refinarias e importadores
  • Aumento da fiscalização sobre reajustes de preços

O governo também reforçou as ações relacionadas ao transporte rodoviário, aumentando os poderes da Agência Nacional de Transportes Terrestres para punir empresas que violarem o piso mínimo do frete. Essa medida surge em meio à pressão dos caminhoneiros, que são diretamente afetados pela variação dos preços do diesel.

Com informações do Governo Federal.

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