Domingo, 24 de maio de 2026

Vale aumenta vida útil das minas em Itabira até 2053: entenda as mudanças

Vale aumenta vida útil das minas em Itabira até 2053: entenda as mudanças
Extração de minério na mina Conceição, em Itabira – Foto: Gustavo Linhares/DeFato Online

A Vale anunciou, nesta sexta-feira (27), a extensão da vida útil de suas operações em Itabira até 2053. Essa ampliação é resultado de significativos avanços em pesquisa geológica, estudos de processamento mineral e a adoção de tecnologias que promovem um uso mais eficiente e sustentável dos recursos minerários. A previsão anterior indicava um término das atividades em 2041.

A nova estimativa foi apresentada em um relatório anual, exigido para as empresas listadas na bolsa dos Estados Unidos, que visa garantir transparência nas operações da companhia, facilitando a análise por investidores.

“Itabira segue como uma das operações mais relevantes em Minas Gerais, com produção ativa que é estratégica no portfólio da empresa. Embora tenhamos um horizonte operacional formal, os dados são dinâmicos, e nosso objetivo é manter presença no município nas próximas décadas, investindo em uma mineração baseada em tecnologia para diminuir rejeitos e aumentar o reaproveitamento de materiais”, destaca Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da Vale.

Essas melhorias são, em grande parte, fruto de um aprofundado conhecimento geológico da área, além da evolução nas tecnologias de beneficiamento, que permitem explorar materiais antes considerados inviáveis. Um exemplo disso é a incorporação do itabirito dolomítico ao processo produtivo, que não tinha viabilidade técnica no passado, mas agora contribui para a longevidade da operação e reduz os impactos ambientais.

Com este progresso técnico, as reservas minerais declaradas aumentaram de aproximadamente 760 milhões de toneladas (base 2024) para cerca de 1,15 bilhão de toneladas (base 2025), representando um incremento de 52%.

A Vale não planeja aumentar o volume de produção anual como forma de garantir uma operação estável e sustentável a longo prazo em Itabira. “Isso nos permitirá manter nossa atividade mineral por mais tempo, promovendo uma mineração que respeite o meio ambiente e expectativas sociais. A continuidade do novo horizonte operacional ainda depende da obtenção de licenças ambientais, com projetos que serão discutidos com a comunidade”, explica Diogo Monteiro, diretor operacional do Complexo de Itabira.

Mineração Circular

Um dos pilares da nova abordagem da Vale em Itabira é a mineração circular, que busca o reaproveitamento de recursos minerais, diminuindo a geração de rejeitos e estéreis, além de minimizar o impacto ambiental associado ao armazenamento desses materiais. Em 2025, a operação contribuiu com cerca de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro provenientes de fontes circulares e está avançando na implementação de novos projetos para reaproveitamento de rejeitos, atualmente em processo de licenciamento ambiental.

Compromisso com o Desenvolvimento Social

A Vale reafirma seu compromisso com o desenvolvimento local, diversificação econômica e a construção de um legado positivo para Itabira. A empresa faz parte do Programa Itabira Sustentável e realiza investimentos em projetos nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, cultura, esporte e infraestrutura.

Um dos principais projetos é a captação e tratamento de água do Rio Tanque, que garantirá segurança hídrica para mais de 113 mil pessoas, com quase 50% das obras já concluídas e investimento de R$ 1,17 bilhões. Além disso, a Vale parceria com a UNIFEI, investindo R$ 160 milhões para a construção de novos edifícios e um Hub de Inovação e Tecnologia. A empresa também apoia a expansão do curso de Medicina da FUNCESI com um investimento de cerca de R$ 20 mi.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias