A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), as “distorções estruturais” que, segundo a entidade, explicam a recente alta do preço do óleo diesel em postos de combustíveis do Brasil.
Em um comunicado à imprensa, a FUP, que representa 14 sindicatos da indústria de óleo e gás, apontou as privatizações realizadas no governo anterior e margens de lucro consideradas abusivas como principais responsáveis pela escalada dos preços.
No contexto atual, em que o preço do petróleo aumenta no mercado internacional devido ao conflito no Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, afirma que a situação é consequência da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.
A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que ocorre após essa etapa. Sem distribuição pública e com parte do diesel importado, aumenta a possibilidade de reajustes abusivos na cadeia.
A FUP também apresentou dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que indicam um aumento de 12% no preço médio do litro do diesel S10 entre a primeira e a segunda semanas de março. O valor médio foi de R$ 6,15 para R$ 6,89.
A FUP reconhece os esforços do governo federal para conter os preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção das alíquotas do PIS e Cofins para a comercialização de diesel, além de uma subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores.
Além disso, o governo sugeriu aos estados que zerem a alíquota do ICMS sobre o diesel importado. Essas medidas visam suavizar os aumentos provocados pelo cenário internacional, onde o barril de petróleo tipo Brent está sendo negociado a aproximadamente US$ 108 (cerca de R$ 564), com um aumento de cerca de 55% em um mês.























