Sábado, 18 de abril de 2026

Entenda o caso da PM Gisele Alves Santana: suspeitas e investigações em andamento

Entenda o caso da PM Gisele Alves Santana: suspeitas e investigações em andamento

No dia 18 de fevereiro, a soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento que compartilhava com seu companheiro, o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. O apartamento está localizado no bairro Brás, em São Paulo.

A testemunha que mora nas proximidades relatou ter ouvido um disparo às 7h28. O tenente-coronel acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) às 7h57, descrevendo a situação como um suicídio. A versão foi contestada pela família da policial desde o início, e o registro posteriormente foi alterado para “morte suspeita”.

Geraldo afirmou à polícia que estava tomando banho no momento do disparo, mas testemunhas relataram que ele parecia seco e não havia vestígios de água no banheiro. Além disso, socorristas registraram uma imagem da vítima com a arma em sua mão, uma posição considerada atípica para suicídios, conforme explicado pelo advogado da família, José Miguel Silva Junior.

As investigações

Na manhã do dia da ocorrência, o tenente-coronel entrou em contato com o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que foi ao apartamento do casal. Nesse mesmo dia, três policiais mulheres foram ao local para realizar uma limpeza, ato que foi confirmado em depoimentos à Polícia Civil.

Em 19 de fevereiro, o laudo necroscópico inicial indicou lesões na face e no pescoço de Gisele, consistentemente no lado direito, sugerindo pressão digital e escoriações compatíveis com estigma ungueal, indicando luta. No dia 6 de março, o corpo da policial foi exumado para a realização de novos exames, e os laudos subsequentes reforçaram as lesões contusas na face e cervical.

Em 17 de março, a Justiça Militar decretou a prisão preventiva de Geraldo, que foi indiciado por feminicídio e fraude processual. Neste dia, ele foi preso em sua casa em São José dos Campos e levado ao 8º Distrito Policial da zona leste de São Paulo, antes de ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.

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