Quem acompanha esta coluna sabe que as expectativas por uma grande decisão no Campeonato Mineiro eram, no mínimo, modestas. E a previsão se concretizou. No domingo (8), Cruzeiro e Atlético protagonizaram um clássico de baixo nível, em todos os sentidos. O gol de Kaio Jorge, aos 14 minutos do segundo tempo, premiou o time que mais buscou e simboliza, em títulos, o retorno da Raposa ao protagonismo do futebol brasileiro.
Essa é, sem dúvida, a principal notícia. Levantar a taça do Campeonato Mineiro era essencial para o Cruzeiro, que precisa gritar “É campeão!” para marcar o fim de um ciclo de dificuldades. Pedrinho Lourenço soube conduzir a competição de maneira exemplar.
Embora o título não indique muitas promessas para o restante da temporada, ele representa o resgate da autoestima de um clube que esteve à beira do abismo, agora amparado por sua torcida. No sábado (7), os torcedores compareceram em massa à Toca da Raposa, além de ocuparem praticamente todo o setor destinado aos visitantes no Mineirão.
No curto prazo, a conquista oferece um alívio importante para Tite, pelo menos até a próxima quarta-feira (11), quando o Cruzeiro enfrentará o Flamengo. Uma nova vitória contra um adversário de grande porte seria um marco. No entanto, um tropeço poderia trazer à tona o péssimo início no Brasileirão.
Por outro lado, a situação do Atlético é alarmante. Sua hegemonia nos últimos seis anos era impressionante, mas era sabido que um dia terminaria. O desempenho atual é abaixo do esperado e o elenco se mostrou, mais uma vez, muito frágil.
Na ausência de Maycon, Eduardo Domínguez optou por Cissé, que mais uma vez não se destacaria, e, após se machucar, foi substituído por Igor Gomes, que teve uma atuação bastante caída e foi retirado no intervalo.
Bernard e Dudu, que foram reservas nos últimos jogos, começaram como titulares, mas também nada conseguiram produzir. As substituições de Alan Minda e Cassierra, que ocorreram quando o placar já estava adverso, também foram ineficazes. No geral, as boas atuações vieram apenas do sistema defensivo, que não conseguiu impedir que o Atlético fosse vazado mais uma vez.
As últimas temporadas foram marcadas por lutas contra o rebaixamento na Série A, e 2026 promete seguir por este caminho. A SAF, que prometeu títulos e o retorno ao protagonismo da torcida, tem proporcionado apenas vexames.
Por fim, não podemos deixar de mencionar as cenas de violência que ocorreram. Um evento irresponsável que poderia ter rendido reações perigosas entre os torcedores no Mineirão, mas, felizmente, isso não ocorreu — pelo menos não dessa vez.
























