Terça, 14 de abril de 2026

Negociações EUA-Irã: Dilemas e Consequências Após Ofensiva Militar

Negociações EUA-Irã: Dilemas e Consequências Após Ofensiva Militar
© Omani Ministry of Foreign Affairs/Handout via REUTERS - Proibido reprodução

O acompanhamento das redes sociais do mediador na negociação entre os Estados Unidos e o Irã revela que, em um período de 48 horas, as conversas sobre os limites do programa nuclear iraniano passaram por uma reviravolta, culminando em uma ofensiva militar com centenas de mortes. Leia mais.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel a cidades iranianas no último sábado (28) ocorreu em meio a rodadas de encontros entre representantes do presidente americano, Donald Trump, e do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

ACORDOS

Desde 2015, os países debatem os limites do programa nuclear iraniano. O Irã afirma que suas atividades são para fins pacíficos, enquanto os EUA e aliados, especialmente Israel, levantam questões sobre intenções militares.

Naquele ano, o então presidente Barack Obama assinou um acordo, onde o Irã aceitou limitar sua capacidade de enriquecimento de urânio em troca de alívio nas sanções econômicas. Esta capacidade de enriquecimento pode indicar se um programa nuclear é pacífico ou bélico.

Trump, ao assumir em 2017, rescindiu o acordo em 2018, mas em 2025, no início de seu novo mandato, começou a sinalizar a necessidade de um novo acordo com o Irã.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr AlBusaidi, serve como mediador nas conversas, que se tornaram mais urgentes após a escalada de tensões.

Após os ataques, a atenção se voltou para o Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. O medo de um bloqueio do Estreito pelo Irã poderia elevar os preços do petróleo no mercado internacional.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Badr AlBusaidi expressou que 48 horas foram suficientes para que a esperança de paz se convertesse em “consternação”.

ACOMPANHE A CRONOLOGIA:

  • 22 de fevereiro: O mediador anunciou uma rodada de conversas em Genebra, Suíça, esperando progresso.
  • 26 de fevereiro: Progresso significativo foi relatado, com negociações técnicas agendadas para a próxima semana em Viena.
  • 27 de fevereiro: Badr AlBusaidi destacou a foto de um encontro com o vice-presidente americano, expressando otimismo em relação aos resultados das negociações.
  • 28 de fevereiro: Após poucos dias de otimismo, AlBusaidi se disse “consternado” com a escalada das hostilidades, sublinhando que “esta não é a guerra dos EUA”.

MORTES

Segundo o Crescente Vermelho, a ofensiva militar deixou ao menos 201 mortos e cerca de 747 feridos, incluindo 85 alunas em uma escola no sul do Irã.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias