Um estudo do Boston Consulting Group revela que o comércio entre os países do BRICS e o Sul Global deve crescer 5,5% ao ano até 2034, superando o crescimento da economia mundial e das nações desenvolvidas. Em um cenário global marcado por tensões entre potências e novas barreiras comerciais, Brasil, Índia e África do Sul assumem um papel central na reestruturação das trocas internacionais.
O Brasil, em particular, se destaca por sua combinação de potência agrícola, estabilidade institucional e uma matriz energética limpa. A lógica é clara: à medida que as tensões entre China e EUA aumentam, fornecedores confiáveis fora desse núcleo de conflito tornam-se mais valiosos. Apesar de desafios recentes, o país encerrou 2025 com um superávit de US$ 68,3 bilhões, evidenciando sua competitividade no mercado global.
A próxima década promete um comércio mais intenso entre os países emergentes, com o uso crescente de moedas locais, novas parcerias produtivas e uma menor dependência dos antigos centros de poder econômico. Para o Brasil, essa é uma oportunidade significativa de transitar de uma posição periférica para uma central na economia global.
























