Quinta, 23 de julho de 2026

Estudo aponta que gestão de resíduos pode reduzir emissões em 33,5%

A gestão de resíduos sólidos é fundamental para a redução das emissões de gases de efeito estufa nas cidades. Um novo estudo indica que metodologias adequadas podem trazer benefícios significativos.

Estudo aponta que gestão de resíduos pode reduzir emissões em 33,5%
© Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

Municípios com população de cerca de 100 mil habitantes têm potencial para diminuir em 33,5% as emissões de gases de efeito estufa ao implementar uma gestão de resíduos sólidos em nível intermediário. Essa é a conclusão de um estudo elaborado pela S2F Partners, uma consultoria internacional especializada na gestão de resíduos e economia circular.

De acordo com a S2F Partners, os municípios que adotam uma gestão intermediária incluem aqueles que possuem coleta universal, uma taxa de reciclagem em torno de 6%, além de destinação final em aterros com captação de gás metano e queima do biogás. Em cidades que implementam sistemas avançados, a redução potencial das emissões pode alcançar até 61,7%.

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotam tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, ressaltou Marçal Cavalcanti, presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente.

O estudo reafirma que uma gestão eficiente de resíduos possui um considerável potencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e destaca que um modelo de gestão mais avançado não só impulsiona a descarbonização das cidades, mas também proporciona benefícios como: proteção ambiental, melhora nas condições de saúde, geração de empregos e valorização de propriedades.

Na análise atual, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento aponta que o Brasil ainda contabiliza cerca de 1,6 mil lixões operando em todo o país, além de aproximadamente 300 aterros controlados, totalizando cerca de 1,9 mil unidades de destinação de resíduos inadequada.

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