Segunda, 26 de outubro de 2026

Prefeitura de Itabira solicita esclarecimentos da Vale sobre nuvem alaranjada

A Prefeitura de Itabira solicita que a Vale S.A. forneça esclarecimentos sobre a formação de uma nuvem alaranjada após uma detonação na região das Minas do Meio, levantando preocupações sobre os impactos ambientais.

Prefeitura de Itabira solicita esclarecimentos da Vale sobre nuvem alaranjada
Foto: Internautas

A Prefeitura de Itabira enviou, nesta terça-feira (30), um ofício à Vale S.A. cobrando esclarecimentos sobre a formação de uma nuvem de poeira ou gás de coloração alaranjada, observada no fim da tarde da última segunda-feira (29) e associada, preliminarmente, a uma detonação nas Minas do Meio. O incidente causou preocupação entre os moradores e reacendeu o debate sobre os impactos das atividades minerárias na região.

Segundo a administração municipal, o ofício foi encaminhado através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Semapa) e requer informações detalhadas sobre o evento. Entre os questionamentos estão: a data e o horário da detonação, as razões para o surgimento da nuvem, identificação dos materiais envolvidos, medidas de controle ambiental adotadas e uma avaliação sobre os possíveis riscos à saúde da população.

A prefeitura estipulou um prazo de dez dias, a partir do recebimento do ofício, para que a mineradora envie as respostas solicitadas. O município acompanhará o caso até que todos os fatos sejam esclarecidos, reforçando seu compromisso com a transparência, proteção ambiental e segurança da comunidade.

“A Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (SEMAPA), informa que encaminhou, nesta terça-feira (30), um ofício à empresa Vale S.A. solicitando esclarecimentos sobre a formação de uma nuvem de poeira ou gás, de coloração alaranjada, registrada na tarde da última segunda-feira (29), possivelmente decorrente de detonação realizada na área da Mina do Meio. O documento requer informações técnicas detalhadas sobre o evento, incluindo data e horário da detonação, justificativas para a ocorrência da nuvem, identificação dos materiais envolvidos, medidas de controle ambiental adotadas e avaliação de possíveis riscos à saúde humana. A Vale tem o prazo de até 10 dias, a contar do recebimento do ofício, para encaminhar as informações solicitadas. A Prefeitura de Itabira reforça o seu compromisso com a transparência, a proteção ambiental e a segurança da população, e seguirá acompanhando o caso até o completo esclarecimento dos fatos.”

Em posicionamento, a Vale declarou que opera dentro dos parâmetros da legislação ambiental e que está constantemente investindo em tecnologias para controle e diminuição dos materiais particulados. As medidas listadas pela empresa incluem umectação de vias, aspersão e hidrossemeadura de taludes, aplicação de polímero em áreas expostas e o uso de canhões de névoa.

A empresa também afirmou que mantém em operação em Itabira uma Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar, com cinco estações — quatro para a monitorização da qualidade do ar e uma para dados meteorológicos. De acordo com a mineradora, essas ações visam garantir o cumprimento das normas ambientais e o monitoramento contínuo das emissões atmosféricas.

No entanto, a Vale não se manifestou especificamente sobre a detonação mencionada e não informou as causas da formação da nuvem alaranjada, tampouco detalhou os materiais utilizados na atividade.

“A Vale esclarece que vem operando dentro dos parâmetros exigidos pela legislação. A empresa investe continuamente em novas tecnologias para incrementar os controles operacionais de redução de material particulado em cumprimento às normas, como umectação de vias, aspersão e hidrossemeadura de taludes, aplicação de polímero em áreas expostas, canhões de névoa, dentre outros. Além disso, opera em Itabira a Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar, composta por cinco estações. Quatro delas monitoram qualidade do ar e uma delas meteorologia.”

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