Na noite dessa segunda-feira, 15, a Câmara Municipal de João Monlevade promoveu uma Audiência Pública dedicada a discutir as causas raciais, com foco em Igualdade Racial e políticas de enfrentamento ao racismo.
A audiência, proposta pelo vereador Revetrie Teixeira, ressaltou a importância do tema na promoção de direitos e redução das desigualdades, visando a construção de políticas públicas mais inclusivas.
PRESENÇAS
Estavam presentes os vereadores Sassá Misericórdia, Belmar Diniz, Maria do Sagrado, Thiago Titó e Bruno Cabeção; além de representantes da Associação Monlevadense dos Afro Descendentes, da Secretaria de Educação, da UEMG, do Conselho Municipal da Igualdade Racial e da OAB, entre outros.
AMAD CELEBRA ESPAÇO DE ESCUTA
A presidente da AMAD, Alexsandra Mara, celebrou a audiência como uma vitória, enfatizando a importância de ser ouvido e de buscar políticas públicas para a comunidade negra.
EDUCAÇÃO E RACISMO ESTRUTURAL
A professora Karina Caetano destacou a falta de representatividade da população negra em espaços de poder e a necessidade de melhorias na educação. Ela argumentou que a educação antirracista deve ser uma diretriz central nas políticas públicas municipais.
Karina também mencionou a necessidade de investimentos em bibliotecas com obras de autores negros e de ações de educação antirracista nas escolas.
PROPOSTAS ALÉM DA EDUCAÇÃO
A discussão abordou também propostas em áreas como cultura, emprego e renda. Karina ressaltou a importância de melhorias no transporte público, gestão compartilhada de espaços públicos e implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.
ATUAÇÃO LEGISLATIVA
O vereador Belmar Diniz fez uma menção ao projeto que reserva cotas para negros e indígenas em concursos públicos e ao trabalho de um grupo de educação etnicorracial que precisa ser retomado.
A secretária de educação, Marinete Morais, reforçou a importância de manter o diálogo sobre questões raciais na educação e a continuidade dos grupos de trabalho.
AÇÕES CULTURAIS
A presidente da Fundação Casa de Cultura, Nádja Lírio, apresentou o projeto Alátúnse, que visa resgatar a memória negra em João Monlevade e sugeriu a criação de uma ouvidoria para combater o racismo.
DESAFIOS E CONTINUIDADE
Alexsandra também ressaltou as dificuldades enfrentadas pelo COMPIR e a necessidade de ações concretas, além de simbólicas, para o empoderamento da população negra.
No geral, a audiência foi um momento significativo para discutir a realidade da população negra e as políticas que devem ser implementadas para promover a igualdade racial em João Monlevade.
























