Segunda, 25 de maio de 2026

Governo Lula articula empréstimo de R$ 20 bilhões para os Correios

Governo Lula articula empréstimo de R$ 20 bilhões para os Correios
Correios terão aporte bilionário- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Governo Federal está em tratativas com o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e instituições financeiras privadas para um empréstimo de R$ 20 bilhões destinado ao socorro dos Correios. A informação foi publicada nesta terça-feira (14) pelo jornal Folha de São Paulo, destacando que o valor será dividido em R$ 10 bilhões para 2025 e R$ 10 bilhões para 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera um aporte adicional do Tesouro Nacional, que dependerá da disponibilidade fiscal nas contas do governo.

Caso a operação se concretize, terá a autorização do Tesouro e estará vinculada a reformas proativas planejadas para a companhia pública. Esses fundos serão direcionados para capital de giro e para a implementação de medidas de recuperação, incluindo demissões voluntárias, ajustes no plano de saúde e renegociação de passivos atrasados.

A reunião que discutiu a operação de crédito ocorreu em 9 de outubro, conta com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Ester Dweck (Gestão e Inovação), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e representantes do Tesouro Nacional, da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), Banco do Brasil e Caixa.

Ainda não se definiu como será a participação dos bancos públicos na operação, que deverá incluir também bancos privados. O BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil já são credores dos Correios, fruto de uma operação realizada no primeiro semestre de 2025.

Essa emergência de socorro aos Correios foi provocada pela mudança na gestão da empresa, atualmente liderada por Emmanoel Schimidt Rondon, um veterano do Banco do Brasil, que facilita a formulação e execução do plano de recuperação da instituição.

No primeiro semestre de 2025, os Correios acumularam um prejuízo de R$ 4,4 bilhões. No ano anterior, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões, um aumento que representa quádruplo em relação a 2023.

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