O Ministério da Saúde atualizou a contagem de casos de contaminação por metanol, confirmando 11 ocorrências após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Segundo a pasta, 48 casos estão sob investigação como suspeitos.
O anuncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha durante uma coletiva realizada na Sala de Situação, criada pelo governo para monitorar a situação e coordenar ações de resposta. Initialmente, o ministro tinha anunciado 12 casos, mas posteriormente esclareceu que o caso do rapper Hungria permanece como suspeito.
“Neste momento, temos 59 casos notificados, entre suspeitos e confirmados. Destes, 11 foram confirmados com a detecção laboratorial do metanol”, disse Padilha.
Até o momento, foi confirmada apenas uma morte relacionada à intoxicação por metanol, ocorrida no estado de São Paulo. Outras sete mortes estão sendo investigadas, sendo duas em Pernambuco e cinco em São Paulo.
A Anvisa está intensificando suas ações em busca de um antídoto internacional contra a intoxicação por metanol.
Hungria, por sua vez, deu entrada em um hospital de Brasília com sintomas como cefaleia, náuseas e turvação visual. De acordo com o boletim médico, ele está internado em uma unidade de terapia intensiva, sob tratamento específico e hemodiálise, mas seu quadro é estável.
“Não há previsão de alta hospitalar”, afirmaram os médicos responsáveis.
O rapper, que é natural da Ceilândia e ganhou notoriedade nacional, teve sua agenda de shows cancelada e sua equipe assegurou que ele está fora de risco iminente.
























