Quinta, 06 de agosto de 2026

Conflitos em protesto no Nepal resultam em 19 mortes por bloqueio de redes sociais

Um grave protesto no Nepal resultou em 19 mortos e mais de 400 feridos após a polícia disparar contra manifestantes, em meio a uma crescente tensão sobre a regulamentação das redes sociais no país.

Conflitos em protesto no Nepal resultam em 19 mortes por bloqueio de redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

Pelo menos 19 pessoas perderam a vida e mais de 400 ficaram feridas durante um protesto em Katmandu, Nepal, na segunda-feira, 8, após a polícia abrir fogo contra manifestantes que se opunham ao bloqueio de redes sociais pelo governo.

Os manifestantes estavam irritados com a tentativa do governo federal de regular as plataformas online, incluindo Facebook, X e YouTube. As ruas ao redor do Parlamento encheram-se de pessoas exigindo a revogação das restrições.

A polícia afirmou que as empresas tecnológicas operavam no país sem registro ou supervisão adequados. O confronto começou quando os manifestantes romperam cercas de arame farpado, levando a uma resposta violenta da polícia.

A proposta de lei que está na origem dos protestos é vista como uma forma de censura ao expressar opiniões online e de controle sobre a liberdade de expressão. As notificações para registro a várias redes sociais, que não atenderam ao pedido, culminaram em bloqueios na semana anterior.

Entre os feridos, estão 28 policiais, e o governo impôs um toque de recolher em áreas estratégicas da cidade durante a escalada de violência. No Centro Nacional de Traumatologia, pessoas aguardavam a chegada de notícias sobre os feridos, muitos dos quais se encontravam em estado grave.

Os manifestantes clamavam: “Acabem com a proibição das redes sociais. Acabem com a corrupção, não com as redes sociais”, enquanto muitos expressavam sua raiva contra a proposta de lei que exige que as empresas tecnológicas tenham um escritório de ligação no Nepal.

A situação no Nepal já havia sido tensa em 2023, quando o TikTok foi temporariamente proibido. Apesar de ter voltado a operar, a relação entre o governo e as redes sociais continua conturbada.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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