Quinta, 30 de abril de 2026

Banco Central reprova compra do Banco Master pelo BRB

Banco Central reprova compra do Banco Master pelo BRB
© Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Banco Central (BC) decidiu rejeitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), que estava em análise desde março. Esta foi a última etapa regulatória necessária para que a operação seguisse em frente.

A decisão foi comunicada na noite de quarta-feira (3), através de um comunicado de fato relevante do BRB aos investidores. O Banco Central ainda não comentou oficialmente sobre o veto.

“O BRB – Banco de Brasília S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado que foi informado pelo Banco Central sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master S.A. O BRB está solicitando o acesso à íntegra da decisão para avaliar os fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”, consta no comunicado.

O BRB reafirmou que vê a transação como uma oportunidade estratégica, que poderia gerar valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional, e que seguirá informando seus acionistas sobre eventuais desdobramentos, conforme a legislação aplicável.

Recentemente, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou uma lei que autorizava o BRB a adquirir as ações do Banco Master, numa tentativa de ampliar sua presença no mercado financeiro.

Desde o anúncio do negócio, há aproximadamente seis meses, as ações do BRB valorizaram cerca de 23% na B3.

POLÊMICA ENVOLVENDO A AQUISIÇÃO

A proposta de compra pelo BRB, no valor de R$ 2 bilhões, foi considerada polêmica desde o início.

O Banco Master apresenta uma política de captação que é considerada agressiva no mercado, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI), superando as taxas médias dos bancos menores, que variam entre 110% e 120% do CDI.

No entanto, a falta de divulgação do balanço financeiro do Banco Master em dezembro do ano passado gerou desconfianças. A instituição também não obteve sucesso em uma recente emissão de títulos em dólares e suas operações com precatórios suscitaram mais dúvidas sobre sua saúde financeira.

O BTG Pactual, em um movimento de mercado, ofereceu apenas R$ 1 para assumir o controle do Banco Master, tentando cobrir as dívidas com recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante investimentos de até R$ 250 mil.

Entretanto, a falta de consenso entre os bancos que operam no FGC dificultou a consolidação desse acordo.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias