Terça, 21 de abril de 2026

Oito foragidos após megaoperação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro

Oito foragidos após megaoperação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro
© Divulgação/Policia Federal

Oito pessoas permanecem foragidas após as três operações contra a lavagem de dinheiro realizada por grupos criminosos no setor de combustíveis, deflagradas nesta quinta-feira (28). De acordo com a Polícia Federal (PF), dos 14 mandados de prisão emitidos, apenas seis foram cumpridos. Entre as possibilidades a serem investigadas está um possível vazamento de informações sobre as operações Quasar, Tank e Carbono Oculto.

Os mandados estão vinculados à Operação Tank, cujo objetivo é desmantelar uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no Paraná. Desde 2019, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 23 bilhões através de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

Durante a coletiva de imprensa em que foram detalhadas as três operações, o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou que o fato de apenas seis dos 14 alvos terem sido encontrados “não é uma estatística normal das operações da PF”. Até a manhã desta sexta-feira (29), a PF confirmou que o número de presos se mantinha em seis.

Operações Quasar e Carbono Oculto

A Operação Quasar visou desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras, que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, possivelmente com ligações a facções criminosas.

Já a Operação Carbono Oculto foi realizada com o intuito de desmantelar um sofisticado esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, controlado pelo crime organizado.

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