Quinta, 30 de abril de 2026

Eleições: O confronto entre urnas eletrônicas e votos manuais na política brasileira

Eleições: O confronto entre urnas eletrônicas e votos manuais na política brasileira
Blog do PCO

Os comitês eleitorais proliferam como “pastéis em feira”: improvisados e cheios de promessas duvidosas. Na contagem regressiva para a próxima eleição presidencial, surgem campanhas com Wi-Fi que mal carrega o Pix e propostas audaciosas. Como um retrato da nossa tragicomédia política, visualizo os rituais característicos: selfies duvidosas, beijos em bebês desconhecidos e lives feitas para engajar eleitores conectados.

Esses movimentos são embalados na habitual retórica moralizante, onde o que importa é garantir a fidelidade eleitoral. O eleitor, antes considerado cidadão, agora se tornou um algoritmo: segmentado por gênero, bairro, religião e até tipo sanguíneo. Vivemos uma era em que a campanha política é personalizada até para aqueles que nunca votaram.

A corrupção, por sua vez, é um tema controverso; é como o colesterol, faz mal somente quando observado no adversário. As eleições se assemelham a um leilão de apoio parlamentares, onde o valor do apoio varia de acordo com a quantidade de cargos disponíveis. A pergunta que permanece é se deveríamos apostar no voto manual ou na urna eletrônica – em última análise, isso não passa de uma barganha digital.

Considerações Finais

Portanto, a política, como se vê, se inicia no orçamento e termina na negociata. O jogo eleitoral apresenta suas velhas figuras, mas o verdadeiro desafio é reconhecer que, nas eleições, todos jogam com a mesma cartada.

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