Segunda, 20 de abril de 2026

Exportação de carne bovina do Brasil atinge recorde antes de tarifaço nos EUA

Exportação de carne bovina do Brasil atinge recorde antes de tarifaço nos EUA
Foto: Divulgação/Abiec

No mês anterior à implementação do tarifaço nos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina registraram um crescimento impressionante. Em julho, o volume embarcado alcançou 313.682 toneladas, apresentando uma alta de 15,6% em relação a junho e de 17,2% quando comparado a julho de 2024, que viu 267.885 toneladas exportadas. Em termos financeiros, as vendas geraram US$ 1,67 bilhão.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), que representa 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do Brasil.

A China liderou as importações, adquirindo 160,6 mil toneladas (51,2% do total), que corresponderam a US$ 881,9 milhões, com um aumento de 18,1% em relação ao mês anterior e de 16,7% sobre julho de 2024. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 18,2 mil toneladas (valorizadas em US$ 119,9 milhões), seguidos pelo México (15,6 mil toneladas; US$ 88,3 milhões), Rússia (13,8 mil toneladas; US$ 61,5 milhões) e União Europeia (11,8 mil toneladas; US$ 99,4 milhões).

De acordo com a ABIEC, a carne bovina in natura representou 88,27% dos embarques, totalizando 276,9 mil toneladas, um crescimento de 14,8% em relação a junho e 16,7% sobre julho de 2024. A exportação de miúdos contribuiu com 6,23% do total, enquanto a categoria de produtos industrializados respondeu por 3,27%. Ambas as categorias mostraram aumentos significativos.

Acumulado do Ano

No acumulado de janeiro a julho, o Brasil exportou 1,78 milhão de toneladas de carne bovina, somando US$ 8,9 bilhões em receitas, o que representa uma alta de 14,1% em volume e 30,2% em valor em comparação com o mesmo período de 2024.

A China continua sendo o principal destino, com 801,8 mil toneladas (44,9% do total) e US$ 4,10 bilhões em vendas, seguida pelos Estados Unidos (199,7 mil toneladas; US$ 1,16 bilhão), Chile (69,3 mil toneladas; US$ 373,3 milhões), México (67,7 mil toneladas; US$ 364,6 milhões) e Rússia (60 mil toneladas; US$ 252,6 milhões).

Os maiores crescimentos em volume no acumulado do ano ocorreram em mercados como México (+217,6%), União Europeia (+109,7%) e Canadá (+101,1%). Outros países como Angola (+49,3%), Geórgia (+10,8%) e Arábia Saudita (+26,9%) também apresentaram altas expressivas.

Diversificação

Em 2025, a ABIEC indicou que o Brasil exportou carne bovina para aproximadamente 160 mercados, consolidando-se como o maior exportador mundial. Além dos destinos tradicionais, foi observada uma expansão significativa em mercados estratégicos no Oriente Médio, Sudeste Asiático e Leste Europeu.

Segundo a ABIEC, esses resultados reforçam a competitividade da carne bovina brasileira e o esforço conjunto da cadeia produtiva para atender a diferentes perfis de consumo ao redor do mundo. Embora a carne tenha sido incluída na tarifa de 50% do governo de Donald Trump, a entidade mantém uma perspectiva otimista para o segundo semestre, com a expectativa de que a demanda se mantenha e novas oportunidades comerciais surjam.

*Com Agência Brasil

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