Segunda, 20 de abril de 2026

Hugo Motta solicita afastamento de 15 deputados após motim na Câmara

Hugo Motta solicita afastamento de 15 deputados após motim na Câmara
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, encaminhou à Corregedoria da Casa os pedidos de afastamento de 14 deputados da oposição e uma deputada, todos envolvidos em um motim no Congresso Nacional e uma acusação de agressão. Os pedidos preveem afastamentos de até seis meses.

Essas medidas devem ser aprovadas pelo Conselho de Ética da Câmara. Os oposicionistas envolvidos são, majoritariamente, do Partido Liberal (PL) e do Partido Novo, e participaram da ocupação da Mesa Diretora, obstruindo a retomada dos trabalhos legislativos. A deputada do PT é acusada de agredir o deputado #Nikolas Ferreira (PL-MG).

A lista dos deputados abrangidos inclui:

  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • Zé Trovão (PL-SC)
  • Júlia Zanatta (PL-SC)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Zucco (PL-RS)
  • Allan Garcês (PL-TO)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Marco Feliciano (PL-SP)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • Camila Jara (PT-MS)

A decisão foi formalizada pela Mesa Diretora após reunião na tarde de sexta-feira, dia 8. Em nota, a Secretaria-Geral da Mesa informou:

“A Mesa da Câmara dos Deputados se reuniu nesta sexta-feira, 8 de agosto, para tratar das condutas praticadas por diversos deputados federais nos dias 5 e 6. A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a análise correta.”

Após a avaliação da corregedoria, onde as imagens relacionadas aos incidentes serão analisadas, os processos retornarão à Mesa Diretora antes de serem enviados ao Conselho de Ética.

ACUSAÇÕES E DEFESAS

Hoje de manhã, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), apresentou um ofício à Mesa Diretora solicitando a abertura de processo disciplinar e a suspensão cautelar de cinco parlamentares bolsonaristas. A suspensão de Camila Jara foi pedido por deputados da oposição.

Pollon, último a deixar a cadeira da presidência, foi acusado de impedir a retomada dos trabalhos e de ofender Motta. Em suas redes sociais, Pollon alegou ser “autista” e não compreender a situação, tendo se acomodado na cadeira de Motta para pedir conselhos a Van Hattem, que estava próximo.

O deputado Zé Trovão é acusado de tentar impedir fisicamente a volta de Motta à Mesa Diretora. Já Zanatta enfrenta acusações de utilizar sua filha de quatro meses como “escudo” e de expor a criança a um ambiente de risco e estresse.

Bilynskyj é acusado de “tomar de assalto” e sequestrar a Mesa Diretora do Plenário, além de impedir o presidente da Comissão de Direitos Humanos de exercer suas funções. Outro ponto mencionado no ofício foi a agressão ao jornalista Guga Noblat, registrada em vídeo.

Zé Trovão, Zanatta e Bilynskyj ainda não se pronunciaram sobre a decisão de Motta nas redes sociais. Na sessão anterior, Trovão afirmou que não incentivou a violência, apenas tentava impedir a remoção forçada de colegas. Zanatta, por outro lado, proclamou que parlamentares de esquerda “odeiam as mulheres e a maternidade”.

Marcel van Hattem é acusado de sequestrar a cadeira da presidência e posteriormente postou um trecho do Hino Nacional, afirmando que uma eventual suspensão de sua função, solicitada pelo PT, seria um golpe.

Além disso, outros parlamentares do PL foram incluídos em uma representação individual do deputado João Daniel (PT-SE).

Sobre Camila Jara, a deputada é acusada de empurrar Nikolas Ferreira durante uma discussão sobre a retomada do controle do plenário. Sua assessoria refutou a alegação de agressão, afirmando que houve apenas um “empurra-empurra” onde a parlamentar afastou Ferreira, que teria se desequilibrado.

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