Sexta, 17 de abril de 2026

Febre Oropouche: expansão alarmante afeta 18 estados brasileiros em 2023

Febre Oropouche: expansão alarmante afeta 18 estados brasileiros em 2023
© Conselho Federal de Farmácia/Divulgação

A febre oropouche, até 2023 restrita à Região Amazônica, se espalhou pelo Brasil. O Espírito Santo tornou-se o novo epicentro com 6.318 registros.

Pesquisadores estão investigando as causas da disseminação da doença, que já afetou 18 estados e o Distrito Federal, somando 11.805 casos confirmados, com 5 mortes registradas.

Contexto e Sintomas

A febre oropouche é causada pelo vírus transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Os sintomas incluem febre, dores de cabeça, musculares e articulares, semelhantes aos de outras arboviroses como dengue e chikungunya.

Consequências para Gestantes

A infecção pode complicar gravidezes, levando a microcefalia e outras malformações, como no caso do vírus Zika. O Ministério da Saúde recomenda que gestantes em áreas com registros de oropouche reforcem as medidas de proteção contra picadas de mosquitos.

Novas Linhagens do Vírus

De acordo com Felipe Naveca, chefe do Laboratório de Arbovírus e Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz, um agente importante na proliferação da febre oropouche é uma nova linhagem do vírus que surgiu no Amazonas e se espalhou para outras regiões.

“O cenário está relacionado a áreas de desmatamento, que favoreceu a dispersão do vírus”, afirma Naveca.

Impactos Climáticos e Monitoramento

Um estudo internacional aponta que variáveis climáticas, como temperatura e chuvas, influenciam em 60% da disseminação do oropouche. Eventos climáticos extremos, como o El Niño, afetam a população dos mosquitos e dos animais. O monitoramento pelos órgãos de saúde é intensificado, com reuniões e treinamentos para profissionais de saúde em todo o Brasil.

Ações Preventivas

O controle da doença inclui o uso de roupas adequadas e eliminação de criadouros de mosquitos. O Espírito Santo, com suas características periurbanas, é um local de alto risco devido à falta de imunidade da população e à abundância de mosquitos.

As autoridades de saúde continuam a se preparar para enfrentar a febre oropouche e garantir a segurança da população injetando esforços em vigilância e manejo da doença.

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