Quarta, 29 de abril de 2026

Novas opções de tratamentos para endometriose no SUS prometem melhoria na qualidade de vida das mulheres

Novas opções de tratamentos para endometriose no SUS prometem melhoria na qualidade de vida das mulheres
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) começará a oferecer dois novos tratamentos hormonais para mulheres com endometriose: o dispositivo intrauterino liberador de levonogestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. A inclusão dessas opções na rede pública foi aprovada após recomendações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Segundo informações do Ministério da Saúde, o DIU-LNG é capaz de suprimir o crescimento do tecido endometrial fora do útero e é uma alternativa para mulheres que não podem usar contraceptivos orais combinados. “Esta nova tecnologia pode melhorar a qualidade de vida das pacientes, pois sua troca é necessária apenas a cada cinco anos, facilitando a adesão ao tratamento”, afirmou o ministério.

Por outro lado, o desogestrel, que funciona como um anticoncepcional hormonal, reduz a dor e pode dificultar a progressão da endometriose. Ele pode ser utilizado como primeira linha de tratamento, ou seja, já pode ser prescrito na avaliação clínica inicial até que o diagnóstico seja confirmado por exames.

A disponibilização dos novos tratamentos na rede pública de saúde está condicionada ao cumprimento de etapas essenciais, como a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose, conforme comunicado do ministério.

O que é endometriose?

A endometriose é uma condição ginecológica crônica que resulta no crescimento do tecido que reveste o útero fora da cavidade uterina. O tecido endometrial pode invadir órgãos como ovários, intestinos e bexiga, provocando inflamações.

Os principais síntomas da endometriose incluem cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais, infertilidade, e queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva mundialmente, totalizando mais de 190 milhões de pessoas.

No Brasil, o Ministério da Saúde reportou um aumento de 30% na assistência relacionada ao diagnóstico de endometriose na atenção primária entre 2022 e 2024, com atendimentos passando de 115,1 mil para 144,9 mil. Na atenção especializada, o SUS registrou um crescimento de 70% no número de atendimentos pelo problema, subindo de 31.729 em 2022 para 53.793 em 2024.

Além disso, as internações relacionadas à doença tiveram um aumento de 32%, passando de 14.795 em 2022 para 19.554 em 2024.

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