Quarta, 22 de abril de 2026

Brics se pronuncia sobre crises na Ucrânia, Líbano, Síria e Haiti

Brics se pronuncia sobre crises na Ucrânia, Líbano, Síria e Haiti
© Fernando Frazão/Agência Brasil

A 17ª Cúpula do Brics, realizada no dia 6 de julho de 2025, destacou a questão da paz e da guerra em sua declaração final, abordando diversos conflitos ao redor do mundo, incluindo situações na Ucrânia, Líbano, Sudão, Síria e Haiti.

A declaração conclamou a comunidade internacional a agir através de medidas político-diplomáticas para mitigar os conflitos, enfatizando a necessidade de um engajamento mais efetivo na prevenção de conflitos, enfrentando suas causas profundas.

“Conclamamos a comunidade internacional a responder a esses desafios e às ameaças à segurança associadas…” – Declaração do Brics 2025.

Sobre a Ucrânia, que enfrenta a invasão da Rússia – um dos membros permanentes do Brics – a declaração mencionou a recordação de “posições nacionais” dos países sobre o conflito, pedindo uma resolução negociada. O documento também expressou apreço por iniciativas de mediação, como a Iniciativa Africana de Paz, visando uma resolução pacífica.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou a condenação do Brasil à invasão e a urgência de um diálogo direto entre as partes para alcançar um cessar-fogo e uma paz duradoura.

A declaração final do Brics também condenou ataques ucranianos contra o território russo, reiterando sua preocupação com os crescentes gastos militares globalmente em detrimento do desenvolvimento dos países em desenvolvimento.

No que diz respeito à Síria, o Brics pediu a retirada de Israel dos territórios ocupados e condenou a violência contra a população local, incluindo minorias étnicas. Em relação ao Líbano, os países pediram respeito aos acordos de cessar-fogo e a retirada das tropas israelenses.

A situação do Haiti também foi alvo de atenção, com a declaração solicitando soluções lideradas por haitianos para resolver a crise de segurança e instabilidade social. Por fim, o Brics expressou preocupação com a guerra civil no Sudão, pedindo um cessar-fogo imediato e enfatizando a necessidade de soluções africanas para as crises no continente.

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