Sábado, 18 de abril de 2026

Brasil inicia presidência do Mercosul com foco em integração e comércio

Brasil inicia presidência do Mercosul com foco em integração e comércio
© Ricardo Stuckert / PR

O Brasil assume a presidência do Mercosul no segundo semestre de 2025, com cinco prioridades estabelecidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incluem:

  • Amplicação comercial
  • Promoção da transição energética
  • Desenvolvimento tecnológico
  • Combate ao crime organizado
  • Enfrentamento das desigualdades sociais

Essas pautas foram apresentadas durante a 66ª Cúpula do Mercosul, realizada em Buenos Aires, onde Lula recebeu a coordenação do bloco do presidente argentino Javier Milei.

No encontro, os líderes discutiram temas fundamentais para a região, incluindo o fortalecimento da Tarifa Externa Comum (TEC) e a incorporação dos setores automotivo e açucareiro ao regime comercial do Mercosul. Lula destacou em seu discurso a necessidade de modernização do sistema de pagamento em moedas locais para facilitar transações digitais.

O presidente brasileiro reforçou ainda que o Mercosul é um ambiente de proteção para os países da região, defendendo a imperatividade de manter a autonomia em um mundo polarizado: “Estar no Mercosul nos protege. Nossa Tarifa Externa Comum nos blinda contra guerras comerciais alheias”.

Um ponto a ser discutido é a flexibilização das tarifas, que permitirá que o Brasil deixe até 150 produtos fora da TEC, uma medida que visa aumentar a competitividade e responder a distorções comerciais.

A continuidade das negociações para acordos com a União Europeia, abrangendo a finalização do tratado Mercosul-UE, e a abordagem de novos parceiros como o Canadá e os Emirados Árabes estão entre os objetivos da presidência brasileira, além de uma ênfase em comércio sustentável e na luta contra a criminalidade transnacional.

No âmbito ambiental, Lula destacou a necessidade de ação frente às mudanças climáticas e apresentou o programa Mercosul Verde como uma iniciativa para promover a agricultura sustentável na região.

As expectativas para os próximos seis meses incluem um aumento da integração regional, investimentos em infraestrutura e o fortalecimento do diálogo social no bloco.

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