Sexta, 01 de maio de 2026

Conflito entre Israel e Irã: A vitória declarada de ambos os lados

Conflito entre Israel e Irã: A vitória declarada de ambos os lados
© REUTERS/Florion Goga/Proibida reprodução

As autoridades de Israel e do Irã anunciaram, em meio ao conflito que já se estende por 12 dias, que ambos se consideram vitoriosos. As declarações foram feitas logo após a menção de um possível cessar-fogo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira que Israel neutralizou a ameaça de um ataque nuclear e está comprometido em impedir quaisquer tentativas de Teerã de retomar seu programa nuclear. Durante um discurso, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que, embora Israel tenha iniciado a guerra, foi o Irã que a concluiu com uma grande vitória.

Netanyahu destacou que essa foi uma vitória histórica que será lembrada pelas próximas gerações, revelando planos de direcionar a ação militar para a Faixa de Gaza e o Hamas.

Na noite de segunda-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um cessar-fogo foi acordado entre as nações. Contudo, poucas horas depois, ambos os países começaram a se acusar de violação desse acordo.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reportou que o Irã realizou lançamentos de mísseis logo após a implementação da trégua, levando-o a instruir as Forças Armadas israelenses a retomar os ataques em alvos iranianos. Em resposta, o Irã também acusou Israel de infringir o cessar-fogo com novas ofensivas contra seu território, depois do Exército israelense ameaçar retaliar.

Trump reiterou a validade da trégua nesta terça-feira (24) mesmo após a troca de ataques. Ele afirmou que “Israel não atacará o Irã”, prometendo que todos os aviões israelenses retornariam sem incidentes.

ENTENDA O CONFLITO

Israel alega que o Irã está próximo de desenvolver armas nucleares e, em um ataque surpresa no dia 13, escalou o conflito na região. Recentemente, os Estados Unidos bombardearam três usinas nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Esfahan.

O Irã defende que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico e estava em negociações com os EUA para assegurar que cumpre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Contudo, a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) aponta que o Irã tem falhado em suas obrigações, embora reconheça a falta de evidências sobre a construção de uma bomba atômica. O Irã, por sua vez, critica a Aiea como uma entidade políticamente motivada pelas potências ocidentais que apoiam Israel.

No mês passado, o serviço de inteligência dos Estados Unidos indicou que o Irã não estava desenvolvendo armas nucleares, informação que agora está sendo contestada pelo próprio Trump. Apesar de Israel ser contra o potencial nuclear do Irã, há indícios históricos de que o país possui um extenso programa nuclear secreto desde os anos 50, com pelo menos 90 ogivas atômicas.

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