Terça, 21 de abril de 2026

Natureza deve ser aliada, não ameaça, afirmam especialistas em educação ambiental

Natureza deve ser aliada, não ameaça, afirmam especialistas em educação ambiental
© Liliane Farias/Agência Brasil

A atividades ao ar livre são fundamentais para proporcionar boas lembranças na infância. Contudo, quando essas experiências envolvem desastres ou desequilíbrios ambientais, a relação da criança com o meio ambiente pode ser afetada de forma negativa. A especialista em educação e natureza do Instituto Alana, Paula Mendonça, enfatiza a necessidade de refletir sobre como os jovens lidam com a emergência climática.

“Precisamos construir escolas e comunidades sustentáveis, saudáveis e resilientes, nas quais as crianças possam ver a natureza como aliada e não como uma ameaça. A vivência de um evento climático pode causar um trauma na criança. E ela depois ter medo da chuva ou do calor, por exemplo”, analisa Paula.

Paula Mendonça participou, via videoconferência, de uma coletiva de imprensa durante visita à Ilha do Combu, em Belém, onde discutiu a pesquisa do Instituto Alana sobre resiliência climática nas escolas brasileiras.

Um dado alarmante que a especialista trouxe à tona revela que 37,4% das escolas de educação infantil e ensino fundamental no Brasil não têm áreas verdes. Além disso, 11,3% estão localizadas em favelas e 6,7% em áreas de risco de desastres naturais.

“Estamos trabalhando para garantir o direito de toda criança viver em um meio ambiente saudável, conforme assegura o artigo 225 da Constituição Federal. Esse vínculo com a natureza é essencial”, complementa Paula.

Ela ressalta a importância de ações voltadas à adaptação e enfrentamento das mudanças climáticas, que incluem a restauração da biodiversidade, redução da poluição e a implementação de estratégias de educação que promovam o acesso à natureza.

Iniciativas Educacionais

Durante o TEDx Amazônia, o Instituto CCR anunciou o programa Escolas Baseadas na Natureza, em parceria com o Instituto Alana, que oferecerá formação continuada e materiais didáticos gratuitamente para educadores de escolas municipais.

A formação terá uma carga de 40 horas e será realizada de forma virtual, permitindo que educadores desenvolvam soluções baseadas na natureza em suas escolas. Além disso, será instaurado o Prêmio Escolas Baseadas na Natureza, que contemplará cinco escolas com projetos inovadores na educação ambiental, cada uma recebendo até R$ 100 mil para melhorias em sua infraestrutura.

Esta iniciativa é vista como uma abordagem crítica diante de um tema urgente: a emergência climática. Jéssica Trevisam, gerente de Responsabilidade Social do Instituto CCR, destacou, “Temos uma base de mais de 6.000 professores diretamente envolvidos e queremos expandir essa iniciativa rapidamente.”

As inscrições para o prêmio estão previstas para junho, e as escolas vencedoras serão anunciadas em julho. Os critérios incluem a criação de pátios naturalizados, hortas pedagógicas e a utilização de energias renováveis.

Esse é um compromisso em criar um futuro mais sustentável para as crianças e assegurar que a natureza seja uma aliada, e não um temor.

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