Terça, 04 de agosto de 2026

Hugo Motta descarta proposta do PL sobre anistia: temor de rejeição pelo STF

A proposta de anistia elaborada pelo PL enfrentou resistência do presidente da Câmara, Hugo Motta, que teme uma possível rejeição pelo STF. Entenda os detalhes.

Hugo Motta descarta proposta do PL sobre anistia: temor de rejeição pelo STF
Foto: Bruno Spada/Agência Brasil

Em uma reunião recente entre os líderes da oposição, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou sua oposição ao rascunho de uma nova proposta de anistia aos acusados e condenados relacionados aos eventos de 8 de janeiro.

A proposta, que foi elaborada pela liderança do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi prontamente rejeitada por Motta. O deputado acredita que a proposta pode ser considerada inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo informações do jornal O Globo, o rascunho do PL continha três artigos e contou com a anuência de Bolsonaro. O primeiro item previa a anistia apenas para aqueles que participaram das manifestações do 8 de janeiro, excluindo, em teoria, participantes intelectuais, financiadores e o próprio ex-presidente.

Os artigos segundo e terceiro indicavam que os participantes das depredações de patrimônio público devem responder pelos crimes, “desde que exista comprovação de participação por imagens, como vídeos ou fotos”.

A nova proposta surgiu após a negativa de Motta a um requerimento que visava acelerar a votação de um projeto mais amplo de anistia, que poderia perdoar aqueles que participaram ou colaboraram com a organização de manifestações desde outubro de 2022.

Com a recusa à nova redação do PL, líderes centristas solicitaram à oposição a elaboração de um novo pré-relatório para discussão em futuras reuniões.

Membros do centro aguardavam um projeto que supostamente estaria sendo elaborado pelo Senado, sob a presidência de Davi Alcolumbre (União-AP), que buscava reduzir as penas dos condenados ou acusados pelos eventos de 8 de janeiro. Contudo, o projeto não foi enviado à Câmara.

Mesmo diante da possibilidade de uma nova proposta por parte do centro, o líder do PL, Sóstenes Cavalcanti (RJ), afirmou que não irá criar um novo rascunho para agradar aos ministros do STF. O projeto do Senado, que estaria sob a orientação de Alcolumbre em colaboração com o STF, teria como base a proposta do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sugerindo penas de 2 a 8 anos para aqueles que cometem crimes influenciados por multidões em tumulto, classificando como atos materiais e sem planejamento ou financiamento. Atualmente, a pena mínima é de 4 anos e a máxima de 12 anos.

*FONTE: INFOMONEY

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